São Paulo - Como sempre, coube ao apimentado vice-presidente de futebol do Corinthians, Antônio Roque Citadini, ''temperar'' o ambiente que cerca o clássico de quarta-feira contra o Palmeiras, a primeira partida das semifinais do Campeonato Paulista. Para quem achava que tudo estava caminhando de forma tranquila, o dirigente corintiano manda o recado. ''Já pensava em procurar ajuda por causa do risco de não jogar com eles (palmeirenses) este ano'', ironizou, ao lembrar o rebaixamento do arqui-rival para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. ''O Palmeiras me livrou das mãos do analista quando venceu o São Caetano.''
As provocações não param por aí. Até na própria família o cartola corintiano se diverte com a rivalidade. Seu irmão, Marco Antônio Citadini, empresário que mora em Capão Bonito, é palmeirense roxo. ''Ih, ele está sofrendo barbaridade desde o ano passado'', brinca. ''E agora, por causa desse jogo (vitória sobre o São Caetano) está achando que é a redenção.''
Reforço? Depois de duas semanas longe dos gramados por causa de contratura na coxa esquerda, o atacante Gil voltou aos treinos ontem. Sem atividade com bola, ficou restrito a corridas em volta do campo. ''Não sinto mais dores, mas não é responsabilidade minha dizer se vou poder jogar quarta-feira. É preciso esperar a avaliação médica'', afirmou o jogador.
De acordo com o preparador físico Moracy Sant'Anna, não é possível dizer se o atacante do Corinthians terá condição de jogo. ''Ainda precisamos fazer alguns testes mais fortes'', explicou.

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