Citadini compara Joorabchian a Al Capone
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segunda-feira, 02 de maio de 2005
Agência Estado 
São Paulo - O vice presidente corintiano Roque Citadini roubou a cena, ontem, no almoço reservado para o prefeito José Serra e os vereadores que formam a 'bancada corintiana' na Câmara. Atacou violentamente Kia Joorabchian. O comparou ao gângster norte-americano Al Capone. Afirmou que a diversão do iraniano é levar jogadores para encontrar mulheres em boates.
''O Kia não manda. Ele é apenas o operador. Ele é como o Al Capone: nunca vai confessar nada. Mas ele sabe que quando suas negociações estourarem, será o Corinthians que arcará com o ônus. É uma loucura o que está acontecendo'', disse, como se falasse de outro clube.
Citadini estava inspirado. Mesmo depois de ter abraçado o presidente Alberto Dualib, continuou a atacar.
''Uma pessoa como o Kia, que leva jogadores para boate não merece respeito. A MSI é formada por novos ricos. E vou dizer mais: o Vagner Love não foi liberado ainda pelo CSKA porque as autoridades russas perceberam que a operação está sendo usada para lavagem de dinheiro. Os russos resolveram dar um tempo até todos se acalmarem. Mas o Love virá para o Corinthians via MSI. Todos são amigos e mantém contatos frequentes. Só não ver quem não quer.''
Citadini foi afastado do cargo de vice de Futebol por ser contra a MSI, mas continua amigo de Alberto Dualib.
''Temos opiniões diferentes sobre a parceria e a MSI, mas continuo próximo do Citadini. Ele gosta de falar. Pode falar o que quiser'', ironizava o presidente Dualib.
Só que o atual responsável pelo Futebol, Andrez Sanches, não gostou do que ouviu. ''Todas as nossas negociações foram detalhadamente acompanhadas pelas autoridades brasileiras. Não há qualquer irregularidade. O Citadini está falando sem ter provas. Desde que a parceria foi aprovada é sempre a mesma coisa. Se ele sabe de alguma coisa e pode provar, que procure as autoridades'', desabafou.
Enquanto isso, o prefeito José Serra, palmeirense de brigar com amigos pelo clube, ganhou e colocou um broche do Timão na lapela.
''Eu sou prefeito de todos os torcedores. Todos sabem que torço por outra equipe, mas gosto do Corinthians. Sei o que esse clube significa para a cidade. E a Prefeitura está ao seu lado para o que precisar'', discursou.
Reforço O Corinthians tem dois obstáculos a superar antes de trazer Luís Fabiano de volta para o Brasil. O primeiro é o assédio do São Paulo. O segundo é convencer o próprio jogador. Ele não quer chegar no Parque São Jorge para ser mais um. No Morumbi, seria o único rei.
''Iremos resolver a questão do Luís Fabiano bem rápido. Não podemos ficar sem atacante. Não dá para esperar a vida inteira pelo Vágner Love. Sabemos que se ele vier será só depois de dez jogos do Brasileirão. Não dá para esperar. E o Luís Fabiano precisa se definir'', disse, irritado, o presidente Alberto Dualib.


