Cisão na Lusa dá origem a outro time
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 08 de fevereiro de 2001
Claudemir Scalone De Londrina 
Londrina deve ganhar nos próximos dias mais uma equipe de futebol. Uma cisão entre os diretores da Portuguesa Londrinense está originando o Clube Atlético Londrinense (CAL). A idéia é ativar de imediato as categorias de base, como juvenil e júnior, e em até três anos ingressar no futebol profissional. O CAL é um antigo time de futebol da cidade fundado em 1948 e está filiado à Federação Paranaense de Futebol e a Liga de Futebol de Londrina. A equipe, que está desativada, disputou as categorias juvenil e júnior da Liga há dois anos.
O idealizador do CAL é o empresário Luis Carlos Pereira, ex-presidente da Lusinha e um dos sócios cotistas do time da Vila Santa Terezinha. A Folha apurou que além de Pereira pelo menos mais sete diretores da Lusa fazem parte do bloco dissidente. O motivo da insatisfação do grupo é a forma centralizadora das decisões na Lusa. A Portuguesa está sendo tocada, não administrada, criticou Pereira.
O Atlético Londrinense, nome provisório, deverá ter as cores preto e vermelho como o xará Atlético de Curitiba. O trabalho com os garotos será desenvolvido no campo de futebol do Conjunto Luis de Sá nos Cinco Conjuntos (Zona Norte).
O vice-presidente da Liga de Futebol de Londrina, Otávio Gianelli, o Limpa Trilho, foi quem cedeu os estatutos do CAL a Luis Carlos Pereira. Segundo ele, o time não possui dívidas e está apto a participar de competições na cidade. Fundador do núcleo que originou a Portuguesa, Gianelli lamenta a crise do time que provocou um racha na diretoria.
A crise vem se aprofundando desde as eleições municipais quando a equipe se dividiu entre três candidatos a vereador entre eles Luis Carlos Pereira e nenhum conseguiu se eleger. Apesar disto, Pereira desvincula o novo clube de qualquer ligação política.
Os dissidentes também não concordam com a mudança da Lusa para Arapongas. Gianelli defende a retirada do Estádio da Vila Santa Terezinha caso a Lusinha decida mesmo mandar todos os seus jogos da Série A-1 em Arapongas. A exemplo do vereador Beto Scaff (PSBD), autor do projeto de lei que deu permissão de uso do estádio à Lusinha, ele vê desvio de finalidade com a saída do time profissional de Londrina. Se mudar para lá o estádio tem de voltar para a prefeitura. Não adianta o Amarildo Vieira (diretor de futebol da Lusa) dizer que investiu R$ 300 mil lá, se sair perde o estádio. Além disso, vai ter uma briga jurídica pelo nome do clube, adiantou ele.
Gianelli promete ainda reaver o nome inicial da Lusa Associação Atlética Portuguesa de Desportos que tem 50 anos para disputar as categorias amadoras.


