Cirurgia afasta Júnior Baiano e Cléber do Palmeiras
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quarta-feira, 11 de agosto de 1999
Por Émerson Couto 
São Paulo, 12 (AE) - Com um aproveitamento pouco superior aos 30% no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras atravessa uma fase difícil. Para piorar, os zagueiros titulares vão ficar afastados da equipe por mais um longo tempo. Júnior Baiano foi submetido, hoje pela manhã, a uma cirurgia na patela (rótula) do joelho esquerdo. Cléber sofreu uma fratura no tornozelo esquerdo, mais precisamente na fíbula (perônio) e será operado amanhã pela manhã.
"Infelizmente, o Cléber pode ficar fora da decisão do Mundial Interclubes", prevê o médico Rubens Sampaio. A previsão de volta é de três meses. O confronto contra o Manchester United será dia 30 de novembro. A cirurgia, confirmada após um novo exame, feito hoje, em São Paulo, fará a fixação da fratura, com a colocação de placa e parafusos no local.
Cléber contundiu-se na derrota por 2 a 0 contra o Atlético-MG, quarta-feira, em Belo Horizonte. Jogou apenas 13 minutos até sofrer uma dura entrada de Belletti. Apesar da gravidade da contusão, Cléber perdoou o adversário. "Ele já me pediu desculpas e quero esquecer o assunto", comentou. Cléber foi levado a um hospital na capital mineira, onde passou por exames e teve o local engessado.
O técnico Luiz Felipe Scolari já lamentava a ausência de Júnior Baiano. Com uma tendinite no joelho esquerdo, ele já estava afastado do time havia algum tempo. Vai ficar mais dois meses e meio sem jogar. A cirurgia de hoje foi responsável pela retirada de um osteófito, segundo o médico palmeirense e durou 45 minutos. Roque Júnior, outra opção de Scolari para a zaga, está sem contrato.
"Se já estava pedindo um reforço, agora, com a contusão do Cléber, preciso de dois", disse o treinador. As previsões não são tão otimistas, porém. "Onde vou encontrar estes zagueiros é que eu não sei." Scolari, que não queria a contratação de novatos, até mudou de idéia diante das dificuldades do mercado.
Enquanto dias melhores não chegam, Scolari aposta suas fichas em Rivarola e Agnaldo. "Contra o Atlético-MG, o Agnaldo foi bem
apesar de precisar de um melhor condicionamento físico, e o Rivarola fez um boa partida embora não tenha sido nada fabuloso", analisou Scolari, tentando amenizar o drama. "Tenho certeza que vou dar conta do recado e a torcida pode ficar tranquila quanto a isso", garante Agnaldo.
O zagueiro estava afastado do elenco e foi reintegrado para o jogo de quarta, mesmo bem acima do peso. Precisa perder ainda uns dois quilos para voltar a uma forma melhor e fazer dietas com os fisiologistas do clube. "Desde criança luto contra a balança, para não engordar", lembra o atleta. "Sempre gostei de desafios também." Z
Zinho, que prevê uma semana difícil, com muita pressão, até o próximo jogo, contra o Botafogo-SP, quarta-feira, em Ribeirão Preto, assume parte da responsabilidade pelas más apresentações. "Na frente, temos perdido muitos gols e isso dá intranquilidade para toda a equipe", explicou. "Todo mundo erra, mas, depois, a culpa é sempre do Rivarola."


