Cirino será operado hoje em Londrina
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segunda-feira, 11 de julho de 2005
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Os médicos decidiram adiar de ontem para hoje a cirurgia do piloto Wellington Cirino, de Francisco Beltrão, que se acidentou na sexta-feira, no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina, durante os treinos livres para a 5 etapa do Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck. Cirino, que lidera o campeonato, com 69 pontos, será operado somente hoje, provavelmente no período da tarde, na Santa Casa de Londrina.
Cirino sofreu nove fraturas no tornozelo, fíbula e tíbia da perna esquerda e também na mão direita, que já está engessada. No fêmur foi constatada apenas luxação. O maior número de fraturas está no pé. São fraturas cominutivas, que ocorrem por pressão. Os ossos foram atingidos no impacto do acidente Cirino chocou-se com um muro de proteção no final da reta dos boxes.
Segundo o boletim médico, o estado clínico do piloto melhorou muito. No domingo ele deixou o CTI e foi transferido para um quarto. A circulação voltou ao normal, mas como a perna e o pé do piloto ainda estavam muito inchados, a equipe médica decidiu esperar mais um dia para submetê-lo à cirurgia.
De acordo o médico oficial da Truck, Daniel Gabriel Moraes, que permaneceu em Londrina para acompanhar a operação, Cirino passará por duas cirurgias: ''Uma será com um especialista, que cuidará das fraturas do pé (no tornozelo) e outra na região da tíbia e da fíbula (perna). As duas serão feitas juntas'', informou.
De acordo com o assessor de imprensa da equipe ABF/Mercedes-Benz, Luiz Aparecido da Silva, o período em que Cirino ficará fora das pistas se recuperando dependerá do sucesso das cirurgias e da evolução do piloto no período pós-cirúrgico. ''Os médicos disseram que o mais demorado será a recuperação dos movimentos do tornozelo, que são essenciais para ele voltar a pilotar'', afirmou Silva.
Outros pilotos da Truck comentaram no domingo que o líder deverá ficar pelo menos mais duas corridas fora. ''Sei como é dura uma recuperação dessas. Eu, por exemplo, que bati exatamente aqui em Londrina em 2003, também fraturei a perna e fiquei cinco provas só assistindo os outros correrem'', contou Djalma Fogaça, na entrevista coletiva após a prova de domingo.
Já Cirino está confiante. Ontem à tarde, quando a reportagem da Folha conversou com sua esposa Leila, que está com ele na Santa Casa, ela disse que o marido ''sabe que não poderá participar de uma ou duas etapas, mas está confiante em poder voltar o quanto antes''. ''Ele gosta demais de correr e quer estar nas últimas provas para ainda brigar pelo título'', disse Leila Cirino.


