Cirino espera por repeteco em Londrina
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
No domingo, o Autódromo Internacional Ayrton Senna recebe mais uma vez o Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck, que chega na metade da temporada 2009. Dentre as histórias que reúne, Wellington Cirino, de Francisco Beltrão, atual tricampeão da categoria, já viveu momentos de glória e tristeza no circuito. Ele entra na cabine como um dos favoritos, levando em conta que venceu a prova nas edições de 2003 e 2008.
A tristeza fica por conta do acidente que Cirino sofreu em julho de 2005, mas que fez questão de apagar da memória. Ele afirma que sempre gostou de correr em Londrina e acredita que o fato poderia ter acontecido em qualquer outra pista. ''No ano passado foi a prova de que não ficou nada (traumas), porque eu consegui vencer a corrida'', resume.
Na análise do piloto, o circuito dispõe de poucos trechos para ultrapassagem e não admite erros, prevalecendo a técnica sobre a velocidade. ''Ao mesmo tempo que é perigoso para guiar, é prazerozo'', resume. Na quinta colocação da classificação geral, Cirino também acredita que ainda não existem favoritos ao título. ''Talvez os cinco ou seis primeiros têm chances'', analisa. O líder é o paulista Valmir Benavides, da Volkswagen, com 108 pontos - Cirino soma 64.
Como no ano passado liderou a prova de ponta a ponta, agora o desafio é garantir nos treinos um lugar nas duas primeiras filas. ''Esse é o planejamento. Estamos trabalhando muito para melhorar o rendimento e ter um excelente do caminhão''.
Cirino observa que os caminhões pequenos, com entre-eixos curtos e tanque de 9 litros, levam vantagem nos treinos classificatórios porque alcançam maior velocidade nas curvas. Porém, planeja reduzir esta vantagem na hora da corrida, porque engenheiros trabalharam na sua Mercedes-Benz, de 12 litros, aumentando desempenho no motor após acertos no dinamômetro e catalisador.
Cirino ressalta que a potência e o tamanho das máquinas é o aspecto apaixonante da Fórmula Truck. Ele classifica como absurdas as velocidades possíveis de alcançar, que podem chegar aos 210 quilômetros por hora. ''O engraçado é que, em meio a tudo isso, o caminhão tem um comportamento muito parecido com o do kart, mesmo com a diferença de tamanhos'', compara.
Quanto aos aspectos da pistas, Cirino não acredita que os problemas do autódromo londrinense vão prejudicar o espetáculo. Ele afirma que já correu em circuitos piores, que reduzem a durabilidade dos pneus devido a situação do asfalto. ''Pelo menos na Truck não vejo estes problemas'', defende. Na sua opinião, apenas o Autódromo de Interlagos é ''perfeito''.


