DivulgaçãoGuálter Salles já está recuperado do acidente de domingo A mudança de cenário, a partir do final de semana, deve provocar uma recomposição de forças na Fórmula Indy. Saem de cena os circuitos ovais e entram as pistas de rua, conhecidas pelas dificuldades de ultrapassagem e pelo esforço extremo que impõem a carros e pilotos. Essa, pelo menos, é a expectativa do curitibano Raul Boesel. A primeira de uma série de quatro corridas será em Detroit, no domingo; em seguida, será a vez de Portland, dia 22, Cleveland, dia 13 de junho, e Toronto, no Canadá, no dia 20.
Boesel, que ocupa a nona colocação do campeonato, com 41 pontos, acredita que a ‘‘temporada de rua’’ pode garantir o seu acesso ao grupo que briga pelo título. ‘‘Alguns pilotos são ótimos em ovais, mas não andam tão bem em circuitos urbanos’’, comenta. ‘‘O Tracy é rápido em qualquer lugar, mas não se pode negar que é muito mais seguro em ovais’’, avalia. De fato, Tracy deixou a desejar nas duas provas de rua deste ano: em Surfer’s Paradise, na Austrália, se envolveu em acidente com o italiano Alessandro Zanardi; e em Long Beach, terminou em sétimo, mas bateu em tanta gente que acabou multado em US$ 25 mil.
Se o retrospecto de Tracy não chega a intimidar, Michael Andretti surge como a ameaça de sempre. Com 70 pontos, Andretti venceu a primeira etapa, em Homestead, foi terceiro na Austrália, segundo em Nazareth e em Milwaukee - sua única colocação abaixo da expectativa foi o 11º lugar em Madison, onde seu carro, o novo Swift, decepcionou. ‘‘Mas não se pode esquecer que circuitos de rua forçam muito mais a transmissão, que por sinal é, ou era, o calcanhar-de-aquiles dos Swift’’, lembra Boesel.
Guálter SallesRecuperado do acidente em Milwaukee, Guálter Salles confia em descontar a partir do GP de Detroit a desvantagem para o canadense Patrick Carpentier na disputa pelo troféu e o prêmio de US$ 50 mil de estreante do ano. Carpentier soma 26 pontos e Salles, apenas um, mas a corrida de domingo inaugura a fase dos circuitos mistos, em que o brasileiro espera se sobressair.
Salles não acredita que Carpentier terá nos mistos o mesmo desempenho dos ovais. ‘‘Ele testou muito mais do que eu nos ovais. Mas nos circuitos mistos, a técnica do piloto vai fazer diferença.’’ Nas duas primeiras provas em pistas de rua, na Austrália e em Long Beach, Carpentier não largou entre os 20 primeiros.
Salles recuperou-se rápido da batida a 240 km/h no muro de Milwaukee. Ontem, nadou e fez musculação. Hoje, pretende correr na praia em Miami. O joelho esquerdo ainda está um pouco inchado pelo impacto na coluna de direção e Guálter tem dificuldade de dobrar a perna, mas até amanhã espera estar 100%.
Guálter não terá carro reserva em Detroit. O chassi destruído será recuperado pela Reynard.

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