Há quem diga que o circuito do Autódromo Ayrton Senna é travado. Outros preferem dizer que ele é técnico. Mas provavelmente todos concordam com o seu nível de dificuldade. Com duas retas, uma de 750 e outra de 850 metros, a pista conta com dez curvas, sendo seis para a esquerda e quatro para a direita. Curvas que, segundo o idealizador Alberto (Beto) Colli Monteiro, têm ângulos diferentes e foram planejadas para justamente oferecer um bom nível de dificuldade para os pilotos. ''Toda curva tem que oferecer uma dificuldade. Se não tiver uma reta que a precede, por exemplo, fica muito fácil'', destaca.
Para o primeiro campeão do autódromo, o piloto Adalberto Jardim, a inauguração do circuito em 1992 foi importante para o automobilismo justamente pelas suas características diferenciadas. ''Não tinha um autódromo desse tipo na época, foi uma pista diferente''.
Segundo Jardim, a pista exige um acerto particular dos veículos e a sua dificuldade é justamente um os grandes atrativos. ''Pra mim quanto mais difícil melhor. Quando faço voltas rápidas com o público em provas da Stock Car não tem uma pista que empolga mais do que essa, proporciona uma emoção diferente a essas pessoas'', afirma o piloto que compete pela Fórmula Truck.
Ele é adepto da ideia de que a Fórmula Truck não poderia deixar de ser realizada no autódromo londrinense, como aconteceu nessa temporada.
Opinião compartilhada, obviamente, pelo piloto ibiporãense Leandro Totti, atual líder da Truck. ''Quem anda aqui anda em qualquer outra pista, já que exige muito do piloto'', opina Totti, que começou a correr na pista em 1997 de Fusca na categoria Speed.
Ele lembra um momento marcante da carreira na pista, quando fazia sua segunda etapa na Truck, em 2003, e ficou em quinto lugar. ''A gente sabia que não era fácil, mas chegar em quinto foi muito bom, ainda mais em casa''.
Quem também viveu momentos marcantes no circuito londrinense foi Wellington Cirino. Em 2005, por exemplo, sofreu um dos acidentes mais graves da categoria, quando o motor do caminhão quebrou e ele bateu no muro da reta principal. Sofreu inúmeras fraturas e ficou 104 dias sem poder pilotar. Voltou a competir na Fórmula Truck e, em 2008, teve um ano com lembranças bem melhores. ''Venci em Londrina e naquele ano fui campeão'', relata o tetracampeão da Truck. (J.F.)

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