Os pilotos da Fórmula Indy têm neste fim de semana uma oportunidade rara: a de correrem em um circuito permanente, numa categoria em que a maioria das provas ocorre em pistas ovais ou de rua. A chance é em Mid-Ohio, local da 12ª etapa do campeonato, onde hoje acontecem os primeiros treinos livres para a corrida de domingo.
Os circuitos mistos permanentes agradam particularmente aos pilotos brasileiros. Até pelo retrospecto. No ano passado em Mid-Ohio, por exemplo, o pódio foi totalmente composto por corredores do País. Hélio Castro Neves e Gil de Ferran fizeram a dobradinha da Penske, com Christian Fittipaldi, da Newman-Haas, em terceiro lugar.
‘‘Estou entrando no meu território’’, comemora Helinho, o vencedor do ano passado. Segundo colocado com 84 pontos, contra 102 do sueco Kenny Brack, do Team Rahal, seria muito importante para ele repetir a vitória de 2000, para pelo menos aproximar-se o máximo possível do adversário na classificação.
No entanto, Helinho reconhece que não vai ser fácil. ‘‘Tenho de ir para cima. Só que este ano, as corridas estão muito equilibradas. A Penske tem um bom acerto para circuitos mistos. O carro rende muito mais do que nos ovais, mas a coisa está de um jeito que não dá para garantir nada. Mas, na pior das hipóteses, tenho de somar pontos’’, afirma o brasileiro.
Esse também é o desejo de Gil de Ferran, segundo colocado em 2000, após ter largado na pole. Já o rendimento do carro não o está preocupando muito. ‘‘Essa é uma das pistas onde deveremos andar muito bem’’, acredita o companheiro de Helinho na Penske.
Uma outra preocupação dos pilotos é com o fato de o circuito, de 3.633 metros e 13 curvas, exigir bastante fisicamente. ‘‘Acho que é a pista em que o desgaste é maior. E ainda há a perspectiva de fazer muito calor’’, explica Gil de Ferran.

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