A Federação Paranaense de Basquetebol (FPB) vai completar 50 anos em janeiro do ano que vem. Uma enchente de dois anos atrás quase dizimou a história da entidade neste meio século de existência. A atual diretoria luta para recuperar parte das informações que as chuvas levaram. Uma parceria com o departamento de Educação Física da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná vai tentar recuperar a história da entidade e também do basquete no Estado.
O presidente em exercício da FPB, Rubens Marchand, 71 anos, é um dos dirigentes mais experientes do esporte no Paraná. Ele foi um dos fundadores da entidade e agora luta para conseguir reerguer o esporte e também a federação. ‘‘As seguidas enchentes, principalmente a de dois anos atrás, levou mais de 80% de nossa memória, mas a tragédia nos deu forças para tentar virar o rumo que o basquete vinha tomando’’, disse, referindo-se à vontade em fortalecer o esporte no Estado.
O basquete foi introduzido no Paraná em 1928, a Federação Paranaense foi criada em 8 de janeiro de 1951 e o primeiro presidente foi Hamilton Saporski. O professor Rubens Marchand viu a entidade nascer no Estado e participou de quase todas as diretorias. ‘‘Sou mais velho que o basquete no Estado’’, brinca. A entidade tem 18 clubes filiados e cobra uma anuidade de R$ 700,00 – porém, as despesas passam de R$ 4 mil mensais. Segundo Marchand, todo mês é uma correria para conseguir pagar os três funcionários da federação.
Marchand credita à ausência de equipes adultas, que proporcionam um bom campeonato estadual, a falta de profissionalismo do basquete. Quando perguntado de como sobrevive uma federação que quer organizar campeonato fortes mas não tem receita alguma a não ser as irrisórias anuidades dos poucos clubes filiados, ele responde com humor:
– Só não se dá jeito para a morte.
Estaduais – Depois de um longo tempo o basquete paranaense volta a ter um campeonato masculino e feminino adulto. Depois de amanhã começa a competição masculina com Sociedade Thalia, de Cutitiba; UEL/Sercomtel, de Londrina; Fundação de Esportes (FERFI), de Foz de Iguaçu; e Associação Maringaense de Basquetebol. No dia 18, começa o feminino também com quatro participantes: Paraná Basquete, de São José dos Pinhais, FERFI, Apuel/Canadá, de Londrina e Liga Desportiva, de Ponta Grossa.
O atual campeão no masculino é o time de Londrina e no feminino, apesar do Estado ter um campeão nacional, o Paraná Basquete, de São José dos Pinhais, há anos não acontece um campeonato por falta de equipes. O time dirigido pela ex-jogadora Hortência, que também pode disputar o Campeonato Carioca pela Mangueira, não contará com as principais jogadoras que venceram o Brasileiro neste ano. As irmãs Cintia, Helen e Slvinha Luz estão treinando com a seleção brasileira. A croata Vedrana e a norte-americana Vick Bullet estão atuando na liga profissional dos Estados Unidos.
Apenas a armadora Karla e as pivôs Mamá, Josiane e Leão vão jogar no estadual. A armadora Patrícia operou os dois joelhos e está em recuperação. A pivô curitibana Isabelli saiu do time para estudar nos Estados Unidos. Segundo o supervisor da equipe, Marco Antonio Gatto, a equipe do Paraná Basquete será completada com outras atletas de São José dos Pinhais e Curitiba.
A FPB divulgou ainda que o campeão e vice de cada categoria no Paraná vai disputar com os campeões e vices de Santa Catarina, um torneio entre os dias 28 e 30 de setembro. Por enquanto a competição ainda não tem local definido.

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