Muito embora o discurso do mistério continue vigente, o técnico Raul Plassmann tem 80% do time definido para o próximo domingo. Ele anda meio cauteloso ao falar sobre o assunto, mas é inegável que não há muito o que esconder do Paranavaí. Logo após o tático de ontem à tarde, no VGD, Raul tentou despistar as perguntas da imprensa ''Ninguém está escondendo nada, não tenho o time na cabeça'' mas acabou revelando a identidade de alguns jogadores, segundo ele, confirmados no time. Assim, cinco jogadores brigam por duas vagas, uma de atacante (ou meia-atacante) e outra de volante.
Pelo jeito, o time deve mesmo ser formado por três volante e três atacantes, esquema adotado por algumas equipes brasileiras, entre elas o Corinthians, de Oswaldo de Oliveira. Com o sistema defensivo definido, inclusive com a entrada de Daniel na lateral-esquerda, as dúvidas localizam-se do meio pra frente. Raul pode até mudar de idéia, como deixou claro nas entrevistas, mas confirmou a escalação de quatro jogadores, dois meias (Germano e Eduardo Neves ) e dois atacantes (Cahê e César). Na teoria, cinco (Márcio, Jean, Léo, Nem e Rogério) brigariam por outros dois lugares no time.
E o palmeirense Léo, 21 anos, é um dos mais cotados a jogar. Recuperado de uma inflamação na garganta, que lhe tirou a oportunidade de atuar em Francisco Beltrão, o meia anda cheio de esperança. ''Ainda não sei o que pode acontecer, mas sinto que posso entrar e ajudar. Estou sem pressão, se a oportunidade aparecer é agarrar e não sair mais do time'', discursou o jogador, que já passou uma temporada no futebol japonês.
Léo sente-se ainda mais preparado fisicamente para estrear. Reconhece que não atingiu a forma ideal, mas acredita que está melhorando. ''Quando a gente está mal fisicamente, fica difícil mostrar o que sabe. Estou bem melhor agora'', disse.
Se Raul optar em lançá-lo como terceiro atacante, o que inclui a obrigação de voltar para marcar, Léo encara com tranquilidade. No Palmeiras, em 2001, ele chegou a exercer a função ao lado dos atacantes Marcelo Ramos e Asprilla, que jogavam mais avançado. ''Minha estréia no Palmeiras foi nesta função, jogando um pouco atrás dos atacantes'', lembrou.

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