Rio - Um show de aplicação, técnica e equilíbrio. Foi assim a conquista, irretocável, do Cimed/Florianópolis, que se sagrou ontem campeão pela terceira vez da Superliga masculina de vôlei. O time todo teve atuação nota 10 na partida em que derrotou o Vivo/Minas por 3 sets a 0, com parciais de 29/27, 25/16 e 25/18. O Maracanãzinho recebeu grande público e reverenciou sobretudo o levantador Bruno, filho do ex-craque Bernardinho, que no sábado havia sido campeão da Superliga feminina como técnico do Rexona-Ades.
O atleta, que deve se tornar neste ano titular da seleção brasileira, também comandada por seu pai, comandou o time de Florianópolis com inversões e assistências perfeitas. Eleito o melhor levantador da Superliga, Bruno deixou a modéstia de lado para enaltecer o time campeão. ''Fomos impecáveis e conseguimos uma vitória incrível, com muita luta, sob muita pressão. Depois do primeiro set, o Minas se desestabilizou.''
Esse desajuste do vice-campeão foi provocado em parte pela competência do líbero Mário Júnior, muito bem na recepção, e do versátil Theo, com seus ataques e saques precisos. Os dois atletas do Cimed se juntam a Bruno na lista dos melhores do jogo. Theo já brilhava e acabou coroando sua atuação com os dois saques finais da partida. No que determinou o 24º ponto do Florianópolis, a bola bateu e pareceu correr na linha de cima da rede para cair caprichosamente na quadra adversária.
No ponto seguinte, ele soltou o braço e fez um ace. A potência do saque final ecoou pelo ginásio como uma explosão, pois a maior parte da torcida era de gente que veio de Santa Catarina em caravanas de ônibus.
Esse público chegou a ficar apreensivo com o início avassalador do Minas. Com um time mais experiente, em que se destacavam os vice-campeões olímpicos André Heller e André Nascimento, ficou boa parte do primeiro set na frente do marcador. Na metade do set, o Florianópolis reagiu e tornou o jogo emocionante. O placar de 29 a 27 refletiu o equilíbrio do início da decisão.
No segundo e terceiro set, a supremacia do Cimed foi evidente. Lucão, outro gigante do time campeão, parecia imbatível quando subia à rede ora para cortar ora para bloquear. Tinha quase sempre a companhia de Thiago Alves, o melhor atacante da Superliga. E Bruno continuava desequilibrando. Aproveitava bem os contra-ataques, com um leque de variações de jogadas que deixava Minas atordoado.

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