Cimed é tricampeã em cima do Minas
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domingo, 19 de abril de 2009
Sílvio Barsetti<br>Agência Estado 
Rio - Um show de aplicação, técnica e equilíbrio. Foi assim a conquista, irretocável, do Cimed/Florianópolis, que ontem se sagrou campeão pela terceira vez da Superliga masculina de vôlei. O time todo teve atuação nota 10 na partida em que derrotou o Vivo/Minas por 3 sets a 0. O Maracanãzinho recebeu grande público e reverenciou sobretudo o levantador Bruno, filho do ex-craque Bernardinho, que no sábado havia sido campeão da Superliga feminina como técnico do Rexona-Ades.
O atleta, que deve se tornar neste ano titular da seleção brasileira, também treinada por seu pai, comandou o time de Florianópolis com inversões e assistências perfeitas. Eleito o melhor levantador da Superliga, Bruno deixou a modéstia de lado para enaltecer o time campeão. Fomos impecáveis e conseguimos uma vitória incrível, com muita luta, sob muita pressão. Depois do primeiro set, o Minas se desestabilizou.
Esse desajuste do vice-campeão foi provocado em parte pela competência do líbero Mário Júnior, muito bem na recepção, e do versátil Theo, com seus ataques e saques precisos. Os dois atletas do Cimed se juntam a Bruno na lista dos melhores do jogo. Theo já brilhava e acabou coroando sua atuação com os dois saques finais da partida.
A torcida catarinense chegou a ficar apreensivo com o início avassalador do Minas. Com um time mais experiente, em que se destacavam os vice-campeões olímpicos André Heller e André Nascimento, ficou boa parte do primeiro set na frente do marcador. Minas estava bem nos bloqueios, mas errava muito nos ataques. Na metade do set, o Florianópolis reagiu e tornou o jogo emocionante. O placar de 29 a 27 refletiu o equilíbrio do início da decisão.
No segundo e terceiro sets, a supremacia do Cimed foi evidente. Lucão parecia imbatível quando subia à rede ora para cortar ora para bloquear. Tinha quase sempre a companhia de Thiago Alves, o melhor atacante da Superliga. E Bruno continuava desequilibrando. Aproveitava bem os contra-ataques, com um leque de variações de jogadas que deixava Minas atordoado.
O segundo set foi vencido com certa facilidade, 25 a 16. Esperava-se um terceiro set mais disputado. O técnico do Minas, Mauro Grasso, pedia, a cada intervalo, que seus jogadores atuassem com alegria e que vibrassem em quadra. Seus apelos não surtiram resultado. Os campeões venceriam o derradeiro set por outra diferença considerável - 25 a 18.
Foi uma campanha maravilhosa, com o comprometimento total do nosso grupo, comemorou o técnico campeão, Marcos Pacheco, abraçado aos outros campeões da Superliga - Renato, Éder, Joel, Jamelão e o veterano Kid.


