Rio - Campeão dos 50 metros livre, com os recordes do Pan e sul-americano, o paulista César Cielo Filho provou ontem que pode superar o recorde mundial da distância, marcado pelo russo Alexander Popov em 2000, além de chegar ao pódio na Olimpíada de Pequim. O brasileiro conquistou o ouro com 21s84, exatos dois décimos de segundo mais lento que o mito Popov.
O tempo obtido por César também foi melhor que o do atual campeão mundial, o norte-americano Benjamin Wildman-Tobriner, que obteve 21s88, no Mundial de Melbourne, realizado em março. Cielo ficou ainda mais feliz por ter nadado pela primeira vez abaixo dos 22 segundos. Sua melhor marca, o antigo recorde sul-americano, era 22s09. Agora, ele acredita que já pode sonhar com o recorde mundial.
Na decisão, César teve no pódio a companhia de outro brasileiro, Nicholas dos Santos, que ficou com a medalha de prata (22s18), seguido do trinitário George Bovell (22s36).
A brasiliense Rebeca Gusmão, também, fez história nos Jogos do Rio. Ela conquistou ontem sua segunda medalha de ouro na competição, ao ganhar a prova dos 100 metros livre com novo recorde sul-americano (55s17) - superou a sua própria marca de 55s76, obtida na semifinal. Antes, ela já tinha vencido os 50 metros livre, quando se tornou a primeira mulher brasileira a ser campeã pan-americana na natação.

Balanço - A natação brasileira encerrou sua participação no Pan do Rio com o recorde de 27 medalhas, superando as 21 que havia conquistado nos Jogos de Santo Domingo, em 2003. Foram 12 de ouro, seis de prata e nove de bronze, deixando o Brasil em segundo lugar na classificação geral do esporte - os Estados Unidos, mesmo com um time B, foi o melhor, com 38 medalhas (19 de ouro, 14 de prata e cinco de bronze).
No Brasil, os destaques individuais foram Thiago Pereira, com oito medalhas (seis de ouro, uma de prata e uma de bronze), César Cielo, que ganhou quatro (três de ouro e um prata) e Kaio Márcio Almeida, com outra três (duas de ouro e uma de prata).

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