Kazan - Decepcionado depois de ficar apenas no sexto lugar na final dos 50 metros borboleta, prova no qual era bicampeão mundial, Cesar Cielo disse já iria pensar na Olimpíada do Rio, em 2016, porque "aqui (em Kazan) não tem o que fazer". Dois dias depois, ontem, ele abandonou o Mundial e voltou para o Brasil.
Em nota oficial, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) fez questão de dizer que "a questão não é técnica". De acordo com a entidade, a decisão do corte de Cielo no Mundial foi da comissão técnica, "por razões médicas". Segundo o médico da equipe, Gustavo Magliocca, Cesar se queixou de dor no ombro esquerdo, que nos exames físicos iniciais apontavam para uma lesão no tendão supra espinhoso.
"Essa lesão foi evoluindo à medida que ele nadava. Ontem (terça-feira) tivemos 24 horas de repouso e pudemos observar melhor a evolução da lesão. Optamos em fazer um ultrassom do ombro que mostrou que o processo inflamatório era maior e um pouquinho mais avançado do que a gente imaginava, acrescentando outros diagnósticos à hipótese inicial médica. Considerando o estado físico dele, o pouco tempo que tínhamos aqui e, principalmente, o foco nos Jogos Olímpicos de 2016, optamos pelo corte neste momento para preservá-lo e iniciar o mais rápido possível a reabilitação desse ombro", disse ele na nota divulgada pela CBDA.
Cielo estava balizado para nadar os 50 metros livre, prova na qual é tricampeão mundial em piscina longa e foi bronze no Mundial de Piscina Curta do ano passado e nos Jogos Olímpicos de Londres. O nadador ainda não se pronunciou sobre o corte.

QUATRO EM FINAIS
Depois de um início ruim nas provas olímpicas de natação do Mundial de Kazan, o Brasil conseguiu demonstrar alguma reação ontem na Rússia. Conseguiu classificar quatro atletas para as finais desta quinta, a partir das 11h30 (de Brasília): com Etiene Medeiros nos 50 metros costas, Marcelo Chierighini nos 100 metros livre e Thiago Pereira e Henrique Rodrigues nos 200 metros medley. Matheus Santana e Joanna Maranhão pararam nas semifinais.
Nesta quarta, a medalha escapou por muito pouco – 0s01 – de Felipe França na disputa final dos 50 metros peito. Ele repetiu o seu melhor tempo do ano, com 26s87, e acabou perdendo o bronze para Kevin Cordes, dos Estados Unidos, que bateu em terceiro. O ouro foi para o britânico Adam Peaty (26s51), seguido do sul-africano Cameron van der Burgh (26s66).

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