A Sociedade Esportiva Platinense volta ao profissionalismo, na 2. Divisão Paranaense de 2011, ''rumo à 1.divisão'', afirma o dirigente Edenilson Vicente Franco. Mas não repetirá a rivalidade das décadas de 50 e 60, porque a Associação Esportiva Jacarezinho permanece na saudade, sem nenhuma perspectiva de voltar ao confronto futebolístico entre duas das principais cidades do Norte Pioneiro, separadas por apenas 30 quilômetros.
Enquanto o secretário de Esportes de Santo Antônio da Platina (42,6 mil habitantes), Jaime Sacco, informa que a Prefeitura já arruma o ''Estádio José Eleutério da Silva'' para receber os jogos da Platinense, em Jacarezinho (38 mil habitantes) não se cogita o retorno da Esportiva, diz o advogado e professor Celso Antônio Rossi, que foi vice-presidente do clube nos primeiros anos 60.
O futebol da Esportiva cessou em 1965, quando Adilson e Escurinho, entre outros jogadores, se transferiram para clubes paulistas, e desde então o custo exagerado do profissionalismo para a maioria das cidades do interior tem inviabilizado o retorno. E muito se tem observado que as Prefeituras já não podem participar, ou por insuficiência orçamentária ou por restrições legais.
Nascido em Jacarezinho, de uma família centenária no município, Rossi acompanhou a ascensão da Esportiva e recorda a própria participação para se erguer o estádio: ''Em 1954, estava no Tiro de Guerra e ajudei a fazer valetas para a construção de arquibancadas''. Tendo já publicado ''O Centenário da Comarca de Jacarezinho (1904-2004)'' e artigos em jornais, o doutor Celso vem resgatando, no período mais recente de sete anos, imagens e outros documentos, valendo-se de um blog na internet, que já reúne três mil fotografias da cidade e 400 de esporte. ''Hoje são quase duas mil visitas por dia, a maioria de pesssoas que se mudaram de Jacarezinho'', registra.
Em sua preocupação com a memória, ele acha que a Prefeitura, atualmente, está demorando muito para recolocar a placa com a denominação ''Estádio Pedro Villela'', removida por causa de obra adjacente. Além de símbolo da Esportiva, a que pertenceu até ser municipalizado, o estádio é um elo com famílias, permite deduzir o relato.
Por exemplo: o governador Beto Richa é bisneto de Pedro Villela (em memória), que doou o terreno e muito se dedicou à construção do estádio. Pedro era sitiante, tinha residência na cidade e sua neta Arlete Villela casou-se, mais tarde, com o futuro político José Richa, que havia estudado no Colégio Cristo Rei, em Jacarezinho.

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