Imagine uma Copa do Mundo no Brasil sem jogos no Maracanã. É mais ou menos isso que está acontecendo esta semana em Campo Mourão, durante os 43º Jogos Abertos do Paraná (Jap’s). O maior ginásio de esportes da cidade, o Belin Carolo, com capacidade para cinco mil pessoas sentadas, não está sendo utilizado. O ginásio, construído para os Jap’s de 1976, foi descartado pela organização por falta de condições de abrigar o evento.
O diretor da Fundação de Esportes de Campo Mourão (Fecam), Jair Grasso, disse que o ‘Ginasião’, como é conhecida a obra, teve que ser deixado de lado por falta de manutenção. ‘‘Precisaríamos de pelo menos R$ 300 mil para fazer as reformais mais emergenciais, mas, com esse dinheiro, poderíamos fazer outros ginásios’’, afirmou. O Belin Carolo é o único ginásio de esportes do Estado todo construído em concreto.
Segundo Grasso, a responsabilidade de manutenção do ‘Ginasião’ é do Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica), que recebeu o ginásio da prefeitura em 1996. O diretor do Cefet, Jorge Cândido, admitiu ontem, à Folha, que o ginásio está sob a responsabilidade do Cefet, mas disse que a instituição assumiu o local já com sérios problemas de manunteção. ‘‘Quando assumimos o ginásio, ele já estava há 20 anos sem uma manutenção adequada’’, explica o diretor.
O advogado Renato Fernandes Silva, que era prefeito de Campo Mourão na época da construção do ginásio, lamenta o estado do Belin Carolo. ‘‘Estou triste pela luta e pela conquista que foi para a cidade a construção daquele ginásio’’, disse. ‘‘Até hoje, trata-se de uma obra única do Estado’’, afirma Renato Silva.
Além dos Jogos Abertos de 1976, o Belin Carolo também abrigou os Jap’s de 1987 e de 1995. O projeto da obra é do arquiteto Léo de Judá Barbosa, de Londrina.

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