Cidadão brasileiro de apelido Alemão
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sábado, 13 de fevereiro de 2021
Gustavo Andrade - Especial para a FOLHA 
Curitibano de origem, londrinense de coração, cidadão brasileiro de apelido Alemão. A esta altura você já deve saber de quem estamos falando. Treinador com duas passagens à frente do Londrina, Cidimar Ernegas, o Alemão, 45 anos, começou sua carreira no futebol no início dos anos 90. Volante de muita marcação, jogou por clubes como Ituano, Brasil de Pelotas, Paysandu, além, é claro, do Londrina. Ainda como atleta foi bicampeão com a seleção brasileira sub-20 do Torneio de Toulon, na França, em 1995 e 1996, quando chegou a ser capitão.

O término da carreira em 2008 não afastou Alemão do futebol - sempre continuou trabalhando com atividades relacionadas ao esporte. Após um ano e meio como treinador das categorias de base do LEC, ele recebeu a grande oportunidade como técnico de futebol em 2019, quando assumiu o Alviceleste no Campeonato Paranaense daquele ano.
“Tínhamos um grupo muito desacreditado, chegamos à semifinal do Estadual, alcançamos a inédita quarta fase da Copa do Brasil e iniciamos a Série B muito bem. Ficamos 12 jogos no G4 e, naturalmente, após uma oscilação, fui substituído com o time em oitavo lugar”, lembra Alemão.
A partir disso, o Tubarão não conseguiu bons resultados e acabou sendo rebaixado à Série C do Campeonato Brasileiro. Para a temporada de reconstrução da equipe, Sérgio Malucelli chamou Alemão de volta, o que agradou à torcida. Com um investimento bem menor em relação a anos anteriores, o Londrina foi eliminado nas quartas de final do Paranaense e entrou na Série C com a obrigação de subir de divisão.
“2020 foi um ano muito difícil, conseguimos retornar para a Série B, mas o time era muito criticado. Conseguimos com muita inteligência e solidez levar o time ao objetivo. Ficamos invictos dentro de casa, então o acesso foi muito merecido e fico feliz em ter feito parte deste trabalho”, comenta o treinador.
Mesmo com o objetivo alcançado, outra vez a diretoria entendeu que era a hora de trocar o comando técnico e Alemão foi demitido. Apesar da invencibilidade em casa, o desempenho da equipe sempre foi questionado pela torcida, especialmente nos jogos como visitante, e o empate contra o Ypiranga no Café, pela penúltima rodada da fase final, selou o fim do trabalho do treinador.
Sem querer entrar em polêmicas, Alemão diz que guardará boas lembranças do clube. “Tive duas passagens vitoriosas pelo Londrina. Desejo que o clube seja muito feliz, tenha um grande ano e que faça uma boa Série B. Desejo de coração que o torcedor do Londrina tenha motivos pra comemorar e vida que segue. Foram dois anos como treinador profissional com ótimos resultados e isso me dá confiança para seguir na carreira”, avalia.

FUTURO
À espera de propostas, o técnico buscará agora a especialização que ainda lhe falta. “Existem algumas etapas a percorrer, hoje temos a obrigação do curso da CBF para ser treinador e eu ainda não tenho, mas pretendo fazer agora em março, quando começa um novo curso. Ainda não temos nada acertado com clube nenhum, mas no momento oportuno aparecerá uma equipe”, aguarda.
Ainda em início de carreira como técnico de futebol, Alemão já sabe em quem se espelhar para que possa ser vencedor na profissão. “Me espelho em treinadores vencedores, digo que a característica de jogo do Muricy (Ramalho) é muito bacana, um jogo ofensivo, dinâmico e que hoje em dia é muito aplicado no futebol. O Felipão também é uma referência por ser um treinador que administra muito bem o grupo e por todas as conquistas que tem”, encerra.


