Começa às 9 horas de hoje, em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba, a 1ª Volta Ciclística Internacional do Paraná. A competição - a maior já realizada no País - conta com ciclistas do Brasil, Argentina, Chile, Venezuela, Cuba, Itália e Suíça. Ao todo são 72 atletas, divididos em 18 equipes. A prova será disputada em nove etapas - uma por dia -, interligando 13 cidades do Paraná em um percurso de 1.008 quilômetros.
O vencedor será o ciclista que acumular o menor tempo na classificação geral individual. E a equipe vencedora, aquela que somar o menor tempo acumulado entre os três ciclistas melhor colocados em cada etapa.
Considerada por atletas e técnicos como uma prova de altíssimo nível, nos mesmos moldes da Volta da França, a Volta Internacional do Paraná deve ter um bom rendimento técnico, uma vez que praticamente todas as equipes e seleções vieram com sua força máxima. Os percursos a ser completados pelos ciclistas estão em boas condições e há em todos os trechos muitas descidas e subidas além de longas retas que tornam a prova bem forte e que vai exigir muita técnica dos atletas.
Para o técnico da equipe do Chile, atual campeã sul-americana de ciclismo, Roberto Mu¤oz, a Volta do Paraná será uma das melhores deste ano. Ele conta que seus atletas estão preparados para vencer a competição, mas acredita que não será nada fácil. ‘‘A prova é longa e vai exigir muito dos ciclistas, principalmente para quem não conhece o percurso’’, diz Mu¤oz. O técnico chileno afirma ainda que os favoritos para o título da competição devem ser os brasileiros da equipe Caloi/Paraná e a seleção da Itália.
Ontem os ciclistas estrangeiros tiraram o dia para treinar nas estradas que cortam Curitiba. Eles reclamaram muito do frio e da cerração, que até as 11 horas não davam trégua aos atletas. Os cubanos, que também são favoritos para a conquista das provas, foram os que treinaram mais forte.
O técnico cubano Jesus Barrios Ruiz exigiu dos seus atletas uma pedalada de no mínimo 80 quilômetros pela BR-277. ‘‘É para aquecer os músculos’’, contou. Ruiz acredita que seus atletas estarão bem preparados para a Volta, mesmo sendo muito exigidos nos treinamentos. ‘‘Eles já estão acostumados’’, garante o treinador. ‘‘E se querem vencer têm que trabalhar forte.’’
O atual campeão brasileiro de ciclismo, o londrinense Luciano Pagliarini, 20 anos, que corre pela equipe Caloi/Paraná, diz que não considera sua equipe favorita. Porém, por conhecer bem o percurso, Pagliarini diz que a Caloi tem grandes chances. ‘‘Não podemos desmerecer os estrangeiros, que estão muito fortes’’, diz. ‘‘Mas vamos entrar para ganhar, pois estamos em casa.’’
Pagliarini fala ainda que a Volta Internacional do Paraná tem tudo para ficar entre as maiores provas do ciclismo mundial. ‘‘Hoje as melhores competições do ciclismo são a Volta da França, o Giro da Itália e a Volta da Espanha’’, comenta ele. ‘‘Esta competição no Paraná deverá ter a mesma importância das melhores voltas do mundo.’’


A PRIMEIRA ETAPA

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