O curitibano Alex Mayer Arseno, 22 anos, da equipe DataRo/Blumenau-SC, ganhou a extensa prova de ontem válida pela 3 etapa da Volta Ciclística Internacional do Paraná, que percorreu rodovias entre Ibiporã e Bela Vista do Paraíso, num trajeto total de 160 quilômetros. Arseno venceu com o tempo de 4h04min45s, à frente do segundo colocado, o paulista Magno Nazaré, da Scott/Marcondes César, de São José dos Campos. Alguns segundos atrás chegou outro paulista, Antônio Nascimento, da Memorial/Santos, vice-campeão da Volta no ano passado.
Como vem acontecendo nas etapas anteriores, ontem também houve tombo, mas o ciclista que caiu, Cleberson Weber, do Clube DataRo/Cascavel, não atrapalhou os demais corredores. Ele se acidentou no km 8, quando o pelotão ainda estava compacto, mas se levantou e continuou na prova.
Como a etapa de ontem foi longa houve duas metas volantes (que dão uma pontuação ao ciclista que está liderando até determinado momento). A primeira foi vencida por Rafael Silva (Avaí/Florianópolis) e a segunda por Renato Santos (Peels/Iracemápolis-SP).
Com 24 quilômetros de corrida escapou um primeiro grupo do pelotão principal, que abriu 1 minuto de vantagem da maioria e manteve essa diferença até o final. A chegada foi emocionante, com Arseno ganhando de Nazaré por uma roda.
Apesar da vitória, Arseno reclamou do acidente ocorrido no primeiro dia, que atingiu metade do pelotão e praticamente tirou de quatro equipes a chance de brigar pelo título da volta. ''Todo o nosso pessoal está tendo que correr muito para tentar tirar um pouco da diferença do líder (Márcio May), que ainda é grande. Hoje, por exemplo, o melhor da nossa equipe ainda está 2 minutos e 32 segundos atrás do May'', informou.
Arseno concordou com a reclamação do chefe da equipe de Ribeirão Preto, Danilo Terra, segundo o qual a direção de prova poderia ter interrompido a primeira etapa após o acidente, para permitir que o pelotão se reagrupasse. ''Acho a mesma coisa, mas no Brasil infelizmente isso ainda não acontece, por falta de tradição no ciclismo. Se um acidente como esse tivesse ocorrido na Europa, lá a prova seria paralisada'', criticou Arseno.
Também prejudicado, Antônio Nascimento admitiu que sua equipe, a Memorial, ''já está fora do páreo'', por estar 6 minutos atrás do líder.
O coordenador da volta, Marco Antônio Barbosa, reconheceu o problema, mas disse que o comissão de prova decidiu pela não paralisação por entender que o número de ciclistas atingidos não foi superior à metade dos participantes.

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