A Caixa Econômica Federal é a nova patrocinadora máster do ciclismo brasileiro. A parceria foi anunciada ontem pela manhã, em uma cerimônia realizada numa das sedes do banco, em Londrina, onde também está a sede da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC). Pelo acordo, a entidade máxima do ciclismo nacional vai receber R$ 17 milhões até as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.
Segundo o diretor de alto rendimento da CBC, Francisco Florencio, o dinheiro será investido nas modalidades olímpicas: Bicicross (BMX), Mountain Bike, Estrada e Pista. E o objetivo é preparar os atletas para brigarem por medalhas em 2016. "É um apoio crucial, afinal estamos falando de quatro disciplinas olímpicas. Temos três anos e um calendário internacional longo. E, nos próximos dois anos, o ranking dessas competições classifica para a Olimpíada. Então, a gente precisa desse incentivo para poder subsidiar todas as ações que envolvem competições e a própria classificação para a Olimpíada", afirmou o dirigente, que é de Londrina e está na entidade há dois anos.
Florencio explicou ainda que o investimento será direcionado aos atletas que, neste momento, possuem mais chances de medalhas nos Jogos do Rio. "Existe uma ênfase de investimento em alguns atletas que reúnem maior potencial para disputar medalhas. É um planejamento estratégico comum nas confederações", acrescentou. Vale lembrar que o Brasil nunca conseguiu uma medalha olímpica no ciclismo.
Além das modalidades olímpicas, a Caixa reafirmou o desejo de patrocinar diversos eventos do calendário esportivo nacional, entre eles a Volta Ciclística Internacional do Paraná, que neste ano não aconteceu por falta de recursos. Segundo o diretor de marketing da Caixa, Clauir Santos, a expectativa é investir mais R$ 1,5 mi em Londrina nas áreas de esporte e cultura.
Com o patrocínio firmado com o ciclismo, o banco estatal torna-se o maior investidor do esporte nacional, com um montante de R$ 220 milhões destinados ao esporte olímpico brasileiro até 2016. Antes do ciclismo, a Caixa já patrocinava o atletismo, os esporte paraolímpicos, ginástica e lutas olímpicas (greco-romana e luta livre), além de vários clubes de futebol.
Santos revelou em seu discurso que o patrocínio ao ciclismo era um "namoro antigo" e garantiu que a Caixa acompanhará de perto como será investido o dinheiro. "Há uma prestação de contas rigorosíssima, de todas as confederações, que são auditadas, prestam contas ao Tribunal de Contas da União, então há um acompanhamento muito próximo", afirmou o diretor.

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