Ciclismo paranaense na Olimpíada e no Mundial
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terça-feira, 17 de junho de 2008
Jaime Kaster<br>Reportagem Local 
O técnico da seleção brasileira de estrada, Mauro Ribeiro, anunciou esta semana os nomes dos três ciclistas que representarão o Brasil na Olimpíada de Pequim: o paranaense Luciano Pagliarini e o catarinense Murilo Fischer, no masculino, e a matogrossense Clemilda Fernandes no feminino.
Os três convocados moram na Itália e competem no Circuito Europeu há pelo menos dois anos. Pagliarini, que é nascido em Arapongas e formado em Londrina, é o mais experiente dos três - compete na Europa há oito anos e já passou por três equipes, sendo a atual a Saunier Duval, da Espanha. O técnico argumentou que a convocação dos três foi em função da ''bagagem internacional que possuem''. Pagliarini e Fischer, por exemplo, já disputaram a famosa Volta da França.
Mundial Sub-18
Outro ciclista de Londrina convocado ontem para uma competição internacional foi Maurício Knapp, 17 anos, que disputará o Mundial Júnior da África do Sul, em julho, com outros dois brasileiros: o catarinense Paulo da Luz e outro atleta a ser definido. Knapp, que integra o Clube Londrinense de Mountain Bike e Ciclismo (CLMTBC), recebeu a convocação ao Mundial devido ao seu bom desempenho na prova de estrada no Pan-Americano de Ciclismo de Cuenca, disputado no Equador, entre 1º e 8 de junho.
Knapp foi o 17º colocado (melhor brasileiro) na prova de estrada, que teve 130 km. Dos seis brasileiros, quatro abandonaram por problemas com a altitude de Cuenca, que fica 2.850 metros acima do nível do mar. O outro destaque da equipe foi Paulo da Luz, de Joinville, que ficou com o bronze na prova do contra-relógio. Essa medalha, aliás, garantiu a convocação da seleção Sub-18 do Brasil para o Mundial.
Os outros integrantes da equipe brasileira foram os paulistas Gustavo Costa, Téo Grandi e Diuego Silva, e o catarinense Julian Frasseto. O técnico da seleção é Gustavo Freitas, da equipe de Criciúma (SC). ''O que mais sentimos neste torneio no Equador foram os efeitos da altitude. Ficamos um mês nos preparando em ambiente de montanha, em Urubici (SC), a 1.800 metros de altitude, mas não foi o suficiente'', lamentou Knapp. (com Agências)


