Ciclismo no país está em processo de evolução
Após seis meses morando novamente no Brasil, Luciano Pagliarini encontrou um outro cenário no ciclismo nacional e muito diferente do que deixou para trás quando resolveu desbravar os circuitos europeus há mais de 10 anos.
Dentre os pontos que destaca, os mais importantes são o aumento na quantidade de atletas participando de eventos, o interesse por ciclistas de outros países pelo circuito brasileiro e o trabalho desenvolvido pela Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) contra o doping. Ele recorda que antigamente, grandes provas reuniam uma média de 50 profissionais e hoje este número já saltou para 250.
Segundo ele, a presença de testes antidoping nas competições nacionais também trouxe mais seriedade à modalidade, pois é inevitável que um atleta se sinta tentado a utilizar de meios ilícitos para tirar vantagem dos demais. Conforme exemplifica, da mesma maneira que existe o político corrupto e o empresário que cria um caixa 2, no esporte o doping é a trapaça mais comum.
Muitos atletas caíram recentemente nos exames antidoping e isso trouxe reflexos positivos dentro do pelotão. Isso mostra que estas coisas são possíveis e o sistema está se desenhando para o caminho certo, que é como deve ser, afirma. (R.O.)





