O ciclismo londrinense está lutando para voltar ao passado, um passado de grandes revelações no esporte e, principalmente, de muitas conquistas. Graças a abnegados, como o tricampeão brasileiro e atual vice-presidente da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), José Luiz Vasconcellos, 44 anos, o esporte voltou a crescer, seja em número de adeptos, seja na qualidade de sua equipe. Grandes ciclistas, que nasceram e começaram a correr na cidade, como Gláuber de Souza e Emerson Silva, voltaram este ano para representar a cidade em competições como o Campeonato Brasileiro e os Jogos Abertos do Paraná.
Com o regresso de atletas renomados e com uma nova safra bastante talentosa, Londrina conta, provavelmente, com a equipe de ciclismo mais forte do Paraná. São 16 atletas, divididos nas categorias elite masculina, feminina, júnior e mountain bike. Os ciclistas, fora os do moutain bike, se preparam para a disputa do Campeonato Brasileiro, que será realizado entre os dias 24 e 27 de junho, no Velódromo de Caieiras, interior de São Paulo.
A preparação para a competição ocorre desde o início do ano com a participação em voltas ciclísticas. As maiores chances de conquistas no Brasileiro estão com Emerson Silva, no quilômetro contra o relógio, e Gláuber de Souza, na perseguição individual. Os dois poderão surpreender ainda no Madson, tipo de prova em que se compete em duplas. A técnica Ana Cláudia Rodrigues acredita que a equipe pode conquistar bons resultados.
As chances dos londrinenses estão fundamentadas no currículo vitorioso dos atletas. Aos 26 anos, Emerson foi bicampeão brasileiro, em 2000 e 2001, na prova de quilômetro contra o relógio, quando defendia a equipe da Memorial, de Santos. Além dos títulos, há quatro anos, ele faz parte da seleção brasileira permanente de ciclismo de pista. Já Gláuber, 26 anos, tem dois títulos brasileiros em provas de estrada, em 1997 e 2000, além de um brasileiro em provas de pista, em 1998, e várias etapas vencidas pela tradicional equipe Caloi.
Mas, se no Campeonato Brasileiro as vitórias não vierem, certamente, elas virão na disputa dos Jogos da Juventude, em Maringá, no mês de agosto, e dos Jogos Abertos, em setembro, em Foz do Iguaçu. A confiança é tão grande que Emerson prevê, nos Jogos Abertos, que ele e Gláuber ficarão entre os três primeiros em todas provas disputadas. ''Queremos levantar o ciclismo em Londrina em termos de resultados e a longo prazo formar novos atletas'', ressaltou Emerson.
A única lamentação dos atletas é quanto ao atraso no repasse de verba por parte da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), com quem a equipe de ciclismo possui um convênio. Durante o ano, a FEL deverá repassar R$ 50 mil à equipe, para o pagamento de salários dos atletas, despesas com material esportivo e viagens. Emerson acredita que não está havendo o devido respeito com os ciclistas. ''Não me arrependo de ter voltado, mas estou desapontado'', lamentou.
O coordenador-técnico da FEL, Pedro Lanaro Filho, garantiu que nessa semana será feito parte do repasse atrasado à equipe de ciclismo. Ele alegou que o problema ocorreu em decorrência do atraso no repasse de recursos da prefeitura para a FEL.

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