São Paulo - Que o Corinthians não entre em campo como entrou na partida de ida contra o Cianorte, quando levou 3 a 0, em Maringá. O modesto e ousado clube do Noroeste do Paraná tem suas armas para mais uma vez surpreender, hoje, no Pacaembu, pela Copa do Brasil.
Para começar, o Cianorte aposta em Daniel, de 26 anos. O lateral-direito é habilidoso, rápido e será um dos primeiros a ir embora da equipe. ''Já ocorreram algumas conversas com empresários, mas, por enquanto, nada definido'', contou o jogador que foi emprestado e volta ao Ituano em junho.
Batedor oficial de pênaltis, Daniel mostra habilidade também nas faltas. ''As bolas paradas podem ser decisivas e se marcarmos um único gol damos um passo importante para a classificação'', disse o treinador Caio Júnior. O Corinthians precisa de quatro gols de diferença para avançar na Copa do Brasil - 3 a 0 leva a decisão para os pênaltis.
O lateral acha que ''marcando como time pequeno e atacando como time grande'' as chances de sucesso são grandes. ''Não vamos tremer, como muita gente disse. Pelo contrário, o Pacaembu lotado será um estímulo para todos nós que um dia pretendemos estar em uma equipe maior'', avisou Daniel
Daniel é titular absoluto, ao contrário do atacante Valdiran, 22 anos. O jovem fez jogadas no Campeonato Paranaense que deixaram os companheiros boquiabertos. ''Uma vez, no nosso estádio, ele tirou três, quatro adversários e marcou um golaço. Fazia isso o tempo todo'', contou o goleiro Adir.
Mas, por ser uma espécie de bad boy do elenco, Valdiran perdeu a vaga de titular, mas tem entrado durante as partidas. No jogo de ida, foi responsável pela expulsão de Anderson. ''Me sinto bem melhor enfrentando time grande. Espero marcar o gol que nos dará a classificação'', disse confiante.
Nos treinamentos, boa parte do tempo é dedicada às arrancadas de Valdiran. Embala pelas pontas, direita ou esquerda, tira o zagueiro e entra na área. ''Ele não sabe o potencial que tem, é quase impossível pará-lo'', comenta o zagueiro Edson Santos.
O atacante Márcio, autor de dois gols em Maringá - um de bicicleta -, quer fazer mais. ''Já vou começar a treinar a cumbia (dança argentina) para usar na comemoração do gol'', brincou, provocando o corintiano Carlos Tevez, fã do ritmo. (A.E.)

mockup