O Londrina dificilmente poderá contar com o estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD) para jogos ou treinos nas próximas semanas. Sem prazo definido para a liberação, o impasse deve afetar diretamente o duelo contra o Penedense-AL, pela segunda fase da Copa do Brasil, marcado para a última semana de fevereiro ou a primeira de março, e ainda coloca em risco o uso do estádio na estreia da equipe na Série B, no fim de março. Diante do cenário, a tendência é que o Tubarão siga mandando seus jogos no estádio do Café.

As obras no gramado do VGD seguem em andamento, mas o plantio do novo piso ainda não começou. O processo está atrasado em relação ao prazo inicial. O anúncio da troca completa do gramado foi feito pelo proprietário da Squadra Sports, SAF que administra o Londrina, Guilherme Bellintani, em 4 de dezembro de 2025, quase 40 dias após a final da Série C, após uma avaliação técnica sobre as condições do campo para 2026. A expectativa era concluir o trabalho em cerca de 60 dias, algo que não se confirmou por causa das chuvas no período.

“Em conversa com o departamento técnico, identificamos a necessidade da troca completa do gramado. Tudo já foi contratado, fornecedor, engenheiro, e esperamos um período inicial sem chuvas, porque a chuva inviabiliza o serviço. Já houve um atraso de 10 a 15 dias. O gramado precisa secar, é uma janela muito específica. Isso deve impactar parte do Campeonato Paranaense", explicou Bellintani na ocasião, indicando que o mata-mata do Estadual poderia ser no VGD, o que não será possível. "Nosso objetivo é ter um Brasileiro em um gramado novo e sem as dificuldades que enfrentamos em 2025. Vamos para a Série B com um campo completamente novo”, seguiu.

O Londrina deixou de treinar no VGD ainda em dezembro e passou a utilizar o estádio do Café para treinos e jogos. A remoção do gramado antigo, porém, só começou em 2026. Em 12 de janeiro, o clube divulgou nas redes sociais um vídeo mostrando o processo de retirada do piso, iniciado após a aplicação de produtos químicos para facilitar a remoção.

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Com o gramado removido, as obras avançaram para o revolvimento do solo, etapa que busca quebrar a compactação e melhorar a drenagem, permitindo maior aeração para o novo gramado. No fim de janeiro teve início o nivelamento do terreno, etapa necessária para uniformizar o solo e prepará-lo para o plantio das novas placas. O processo foi finalizado com areia no início desta semana, para deixar uniforme qualquer área em que o solo não esteja alinhado.

Em 2025, gramado do VGD apresentou problemas de nivelamento e descompactação, além de manchas causadas por fungos
Em 2025, gramado do VGD apresentou problemas de nivelamento e descompactação, além de manchas causadas por fungos | Foto: Matheus Camargo

No entanto, como a instalação do novo gramado ainda não começou, o Londrina segue distante de ter o VGD liberado. Após a colocação das placas, a fixação inicial no solo pode levar até duas semanas, enquanto o enraizamento completo pode ultrapassar um mês, chegando a quase 60 dias, dependendo das condições climáticas.

Com a troca completa do gramado, o investimento da SAF do Londrina ultrapassa R$ 600 mil. Enquanto as obras não forem concluídas, a tendência é que o estádio do Café siga como casa do Tubarão tanto na Copa do Brasil quanto nas primeiras rodadas da Série B.

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