Chuvas ameaçam as 500 Milhas
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sábado, 26 de maio de 2001
Agência Estado De Indianápolis, EUA 
O piloto brasileiro Felippe Giaffone aprendeu a andar em Indianápolis como se fosse um piloto de avião. A primeira coisa que ele observa quando está na pista, é a posição da biruta, igual de pequenos aeroportos, que indica a força e a direção dos ventos. Em Indianápolis, há duas birutas, nas duas maiores retas. Pela posição do vento, você já sabe como o carro vai se comportar em cada ponto do oval.
A 85ª edição das 500 Milhas será disputada hoje, a partir das 13 horas (de Brasília), com transmissão vivo pela Rede Bandeirantes. A pole position é do americano Scott Sharp. O melhor brasileiro é Gil de Ferran que largará na segunda fila, com o quinto tempo.
A previsão meteorológica é de chuvas para o dia o que poderá comprometer a corrida. Ela só poderá ser considerada válida se o primeiro colocado percorrer, no mínimo, 101 das 200 voltas previstas.
Hélio Castro Neves, estreante como Felippe Giaffone, afirma que Indianápolis é a pista que muda mais de condições de acordo com o tempo. Homestead também é assim. O vento, em geral, é mais forte, empurrando os carros na reta de largada e oferecendo resistência na reta oposta. Dependendo da direção, o vento também empurra os carros para o lado da curva 3. Isso afeta o desempenho do carro. Por isso, o trabalho no box é essencial, explica Giaffone, que corre com um G-Force/Olds da equipe Hollywood/Treadway.
Indianápolis tem 2,5 milhas (4.022 metros). É um oval puxado para o retangular com quatro curvas de ângulos e reações diferentes que desafiam constantemente o piloto: Depois de tantos dias treinando, descobri na quinta, durante o Carburation Day, que há uma opção de trilha para evitar o desnível na curva 1. Você sai por fora. Não tinha idéia que isso é possível. Mas também estou na dúvida se vou mudar o traçado na corrida. Pode ser arriscado, diz Hélio Castro Neves, que competirá com um Dallara/Olds da equipe Penske, largando na 11ª posição do grid.
Gil de Ferran acha que tem uma vantagem sobre os demais brasileiros, na corrida deste domingo. Ele largará na segunda fila. A princípio, só terá quatro carros na sua frente, diminuindo o efeito da turbulência.
Largar atrás é horrível. Em 95 eu larguei atrás. Só os gases de metanol expelidos pelo escapamento formam uma nuvem que irrita os olhos e, no começo, chega até a atrapalhar um pouco a visão, lembra Gil de Ferran.
Outro destaque é Tony Stewart, ex-campeão da IRL, hoje disputando provas da Winston Cup, a divisão mais importante da Nascar, a mais popular das categorias do automobilismo americano.
O Brasil estará presente com cinco pilotos: Gil de Ferran (quinto lugar no grid), Hélio Castro Neves (11º), Bruno Junqueira (20º), Airton Daré (30º) e Felippe Giaffone (33º).


