Nurburgring - Os treinos de ontem no circuito de Nurburgring já desenharam o que deve ocorrer na sessão de hoje que definirá o grid do GP da Europa e até amanhã, ao longo das 60 voltas da prova, nona etapa do Mundial de Fórmula 1. Se chover, a exemplo da segunda parte da pré-classificação, ontem, não há o que discutir: as equipes com pneus Bridgestone casos de Ferrari, Sauber, BAR, Jordan e Minardi irão contar com uma grande vantagem. Com pista seca, contudo, os times que usam pneus Michelin McLaren, Williams, Renault, Toyota e Jaguar parecem estar na frente.
Na sessão livre da manhã, quando fez sol e a temperatura chegou a surpreendentes 26 graus, os nove primeiros colocados competiam com a marca francesa. Olivier Panis, da Toyota, foi o mais veloz, com 1min31s197. Coube a Michael Schumacher, Ferrari, ser o primeiro com a marca japonesa, apenas décimo, 1min32s560. ''Havia muita gente com pouca gasolina'', explicou Rubens Barrichello, com Ferrari também, 12º, 1min32s607.
No treino da tarde, a pré-classificação, único período do fim de semana de GP em que todos estão sob a condição, ou seja, gasolina para apenas uma volta lançada e pneus novos, essa diferença caiu bastante.
Kimi Raikkonen, da McLaren, ficou em primeiro, 1min29s989, média de 205,9 km/h. Será o último a sair para a tomada de tempo, hoje, às 9 horas de Brasília, com transmissão ao vivo pela TV Globo. ''Desta vez não errei (o equívoco na classificação em Montreal lhe custou a liderança do campeonato) e meu carro está perfeito'', afirmou o finlandês. Schumacher se aproximou bastante, segundo mais rápido, 1min30s353, mas ainda a 364 de Raikkonen.
Numa prova de que a disputa pela vitória na corrida, amanhã, deverá mesmo ser apertada entre Ferrari, McLaren e Williams, Juan Pablo Montoya, da Williams, registrou o terceiro tempo, a 144 milésimos de Schumacher. Ralf Schumacher, seu companheiro, veio a seguir, 320 milésimos atrás, e Rubinho ficou em quinto, longe de Raikkonen, 853 milésimos.
Às 14h34, Heinz-Harald Frentzen, o 11º a marcar tempo, estava saindo do box quando começou a chover. Daí para a frente a chuva só aumentou de intensidade, obrigando o uso de pneus para elevado volume de água no asfalto. Cristiano da Matta, Toyota, foi a primeira vítima da nova condição. ''Achei que dava para usar ainda o slick (pneus para pista seca) e vi logo que seria impossível.''
Ele desistiu da volta e será o segundo a sair para a pista hoje na definição do grid. O que ficou claro depois foi o que já se havia visto no Canadá: a Bridgestone tem pneus bem mais eficientes para chuva mais intensa. ''Não vou me desapontar se amanhã (hoje) a classificação for sob chuva'', comentou Schumacher. ''A vantagem é nossa, sem dúvida'', afirma Rubinho.
Antonio Pizzonia, da Jaguar, com Michelin, piloto reconhecidamente veloz no molhado, não foi além de 1min57s435, ficando em 18º lugar.

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