Chuva encurta trajeto da primeira etapa
PUBLICAÇÃO
sábado, 02 de janeiro de 1999
Henrique Skujis Agência Folha 
A organização Granada-Dacar (antigo Paris-Dacar) enxugou, por causa da chuva, o trajeto e o tamanho da primeira etapa da 21ª edição do rali. Após o temporal que atingiu o trajeto da etapa especial (com tomada de tempo) de 115 km, a etapa foi transferida para o local dos treinos classificatórios de anteontem (5 km de extensão).
A decisão, contudo, não tem relação direta com a decisão dos organizadores de fazer uma competição mais amena neste ano, para evitar a repetição do índice de desistências (63%) verificado no ano passado. O problema de hoje é crônico. A região de Granada é alvo de fortes chuvas nesta época do ano.
Desde 1994, quando o rali passou a ter a largada em Granada (e não mais em Paris), a primeira etapa já foi cancelada duas vezes (1995 e 1998) por causa das chuvas. Apesar da mudança anunciada pela organização, houve dois acidentes, com ferimentos que não provocaram desistências.
Com o novo percurso, os pilotos brasileiros tiveram um desempenho acima do esperado, especialmente André Azevedo, que colocou seu caminhão Tatra na terceira colocação geral da categoria.
Nos carros, os Mitsubishi confirmaram o favoritismo. Na classificação geral, que inclui os carros com motores preparados, os quatro primeiros lugares ficaram com pilotos que guiam carros da equipe oficial da fábrica. Na categoria Maratona, que permite alterações apenas na segurança do carro, o brasileiro Kléver Kolberg foi o melhor.
Nas motos, Joaquim Gouveia, mesmo sem saber que a etapa havia sido encurtada (ele não entende francês, o idioma oficial da competição), terminou em terceiro na categoria maratona e 30º na geral. Após essa etapa, os competidores foram de balsa da Espanha para o Marrocos.
Hoje, deve começar a fase africana do rali, a mais longa e difícil. Mas as etapas no deserto só serão disputadas a partir de domingo.


