France PresseNovo timeO italiano Jarno Trulli substitui Olivier Panis na equipe Prost Choveu durante todo o dia de ontem na região de Nevers, onde está localizado o circuito de Magny-Cours, que sedia domingo a oitava etapa do Campeonato Mundial de Fórmula 1, e a previsão da meteorologia não é - ao menos para as algumas equipes - animadora. O mau tempo deve prolongar-se no mínimo até hoje, quando começam os treinos livres. ‘‘O meu motor nem é bom na chuva, já que sua dirigibilidade fica ainda mais complicada na pista molhada. Mas é que a chuva reduz tanto a vantagem dos melhores carros que, no nosso caso, acaba compensando’’, lembra o brasileiro Pedro Paulo Diniz.
Se a chuva é motivo de alegria para uns e de preocupação para outros, outro assunto vem chamando a atenção da categoria: a guerra dos pneus. O sinal já foi dado: Olivier Panis fraturou as duas pernas e o italiano Gianni Morbidelli um braço. Além disso, vários pilotos sofreram acidentes graves, como Ralf Schumacher e Alexander Wurz no GP do Canadá, que só por sorte não tiveram consequências maiores. Panis será substituido pelo italiano Jarno Trulli, que vinha correndo pela Minardi, o que possibilitou a entrada do brasileiro Tarso Marques no time italiano. Na vaga de Morbidelli, na Sauber, entra o argentino Norberto Fontana que, igual ao brasileiro, é piloto de teste de sua escuderia.
A evolução dos carros este ano, motivada principalmente pela disputa entre a Goodyear e Bridgestone, elevou bastante o perigo de novas tragédias na Fórmula 1. Um pacote de medidas visando conter esse aumento brusco da velocidade, em especial nas curvas, já foi anunciado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), mas para entrar em vigor só no ano que vem. Mas e até lá?
Para complicar, domingo o GP da França, em Magny-Cours, dá a largada para a fase de alta velocidade do Mundial. Nas sete etapas já realizadas do campeonato, os pneus mais macios produzidos pela Goodyear e a Bridgestone permitiram que o tempo da pole fosse, como no caso da Argentina, quase seis segundos melhor do que na temporada passada. A média horária dessa mesma pole cresceu em 11,798 km/h de um ano para o outro. Nem a segurança dos carros, tampouco a dos autódromos, acompanhou essa extraordinária evolução.
Quem acompanha as transmissões das corridas pela TV as vezes não entende por que tantos pilotos param repetidas vezes nos boxes para a troca de pneus. Há ocasiões em que depois de dez, doze voltas, como no Canadá, os pilotos realizavam novas substituições de pneus. A borracha usada nos pneus é muito mais mole este ano que em 96.
Em 98 os carros da F-1 usarão pneus com sulcos em vez de lisos, como agora. E, mais importante, a FIA exigirá que esses sulcos sejam no mínimo 50% visíveis depois da corrida, o que obrigará os fabricantes de pneus a usarem compostos bem mais duros que agora. Caso contrário, o desgaste dos pneus será elevado e seus pilotos acabarão desclassificados. Ocorre que até o final do campeonato a Fórmula 1 se apresentará mais dez vezes, e em oito autódromos a média horária ultrapassará os 200 km/h.

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