O São Paulo vive absolutamente todos os sintomas de crise profunda. "Quanto foi a Portuguesa?". A preocupação do torcedor se ilustra na tabela do Brasileirão, com o time à beira da zona de rebaixamento mesmo com um jogo a mais, e se confirma nos atos dos dirigentes: ontem, em churrasco no clube, foi permitida a entrada de membros da principal organizada, em evento que acabou em briga.
A entrada de integrantes na sede social do clube aconteceu um dia após o polêmico veto ao protesto de torcedores comuns. Ontem, membros da Tricolor Independente participaram do churrasco e causaram desconforto entre conselheiros e dirigentes, irritados com a permissão da diretoria, nunca antes vista. O evento em questão ainda acabou em briga.
No fim da tarde, aliados do presidente Juvenal Juvêncio assistiam e ironizavam vídeo em que o pré-candidato Marco Aurélio Cunha canta o hino do rival Santos - Cunha trabalhou na Vila Belmiro como médico, no fim dos anos 90. Os aliados do candidato de oposição, que vestiam suas camisas, se irritaram e a discussão começou. Na briga, que contou com agressões físicas, membros da organizada ficaram ao lado da situação. Dirigentes, conselheiros e sócios tiveram de ser separados por seguranças do clube.
Juvenal e sua diretoria estavam presentes. Marco Aurélio Cunha, pivô do início da confusão, não. Está viajando, fora do Brasil. O oposicionista foi atacado pela mesma Tricolor Independente ao fim do jogo contra o Cruzeiro. pós vetarem o protesto e torcedores comuns contra a diretoria, membros da organizada impediram novas críticas a dirigentes e passaram a se manifestar apenas contra o elenco. No fim, ainda gritaram contra Marco Aurélio.
A situação incomodou os próprios aliados de Juvenal. Alguns, membros da diretoria, pensam até em romper com o presidente, que perder força junto à crise do clube.

Imagem ilustrativa da imagem Churrasco, cerveja e briga
| Foto: EDUARDO VIANA
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