Christian Fittipaldi, da equipe Newman-Haas, recebeu ontem o atestado médico definitivo que o libera a voltar à Indy no GP de Portland, no domingo. O atestado foi assinado pelo ortopedista Terry Trammell e será entregue por Christian a Steve Olvey, diretor médico da Cart (entidade que dirige a Indy). Antes de receber o aval, o piloto passou pelos últimos exames para constatar sua recuperação. Christian ficou dois meses afastado das pistas, depois que sofreu três fraturas na perna direita em um acidente durante o GP da Austrália, em abril.
Por outro lado, o canadense Paul Tracy, líder do Campeonato de Fórmula Indy, faz um exame hoje na Clínica Mayo, em Scottsdale, no Arizona, para avaliar a contusão na coluna cervical e espera ser liberado para participar do GP de Portland. O problema no pescoço o afastou da última prova em Detroit, há 10 dias, e desde então Tracy não voltou a pilotar.
Tracy ainda está receoso de dirigir o Penske-Mercedes. Não sabe qual será a sua reação ao entrar no carro. Em Detroit, ele foi liberado para o treino de aquecimento na manhã de domingo pelo diretor médico da Cart, Steve Olvey, mas meia hora depois sentiu tontura e vertigens.
Indy LightsRevoltados com o descaso dos dirigentes em relação aos horários de treinos, ao regulamento esportivo e ao seguro médico, os pilotos da Fórmula Indy Lights resolveram criar uma associação. Robby Unser, sobrinho de Al Unser Jr., foi eleito para comandar a entidade de classe. Os brasileiros Tony Kanaan e Luiz Garcia Jr. também irão representar os pilotos.
A maior queixa dos pilotos é a falta de um seguro que cubra despesas médicas em acidentes ocorridos fora das 12 provas do campeonato. Para Kanaan, os organizadores da Indy Lights às vezes se esquecem do profissionalismo. ‘‘Eles anunciam no meio do nosso treino que a sessão será encerrada mais cedo para não atrasar a Fórmula Indy’’, contou. ‘‘Somos preliminar da Indy, mas isso é falta de respeito.’’

mockup