Christian conta os segredos para ganhar em Michigan
Agência Estado
Encher o peito, segurar um pouco a respiração e acelerar tudo, absolutamente tudo o que o carro permitir. Esse é o desafio que os pilotos da Fórmula Indy têm no fim de semana na 12ª etapa do campeonato, no superveloz circuito de Michigan, onde os carros atingem 400 km/h. O mais difícil é terminar a corrida, diz Christian Fittipaldi, da Newman-Haas, ao lembrar que a prova tem 500 Milhas e pouco mais de três horas de duração.
Ano passado, o mexicano Adrian Fernandez largou na pole no GP de Michigan, com a média horária de 369,2 km/h. Como esse valor é médio, isso significa que no final da reta do circuito trioval a velocidade pode superar os 400 km/h, dependendo da direção do vento. Essa velocidade elevada, mantida durante as 250 voltas da corrida, com vários adversários bem próximos do seu carro, faz com que o nosso desgaste mental seja máximo, explica Christian, terceiro colocado este ano, com 96 pontos, contra 106 do escocês Dario Franchitti e 113 do colombiano Juan Pablo Montoya.
A pista de duas milhas (3.218 metros) tem uma reta, duas curvas, a 1 a 2, e o que seria a outra reta de um oval tradicional, em Michigan existe outra curva, mas bem mais leve, é verdade, que as curvas 1 e 2. Nessa reta-curva acham-se os boxes. O que diferencia essa pista também é a sua inclinação acentuada, conta Christian.
Apenas dois brasileiros já venceram o GP de Michigan: Émerson Fittipaldi, em 1985, no seu segundo campeonato na Indy, e André Ribeiro, em 1996. Este ano as perspectivas são boas, novamente, já que tanto Christian Fittipaldi quanto Gil de Ferran, da Walker, já venceram corridas, o que demonstra a boa fase de suas equipes.
É fundamental ter um carro bem acertado e conduzir com delicadeza e atenção máximas nas primeiras 225 voltas, dá a receita Christian. A corrida se decide mesmo nas últimas 50 milhas (25 voltas) e se você soube poupar o equipamento dá para exigir mais dele nessa hora, explica o piloto da Newman-Haas.





