Choque de gerações marca o bicampeonato do Pan-Americano
A renovação não poderia ser mais bem-sucedida na equipe nacional de GR. Prova disso é a continuidade do trabalho que resultou na medalha de ouro de Winnipeg, há quatro anos. Essa conquista abriu caminho para uma nova geração de atletas, que trilhararam o mesmo caminho e garantiram o bicampeonato e mais duas medalhas de ouro e uma de bronze em Santo Domingo.
E duas das londrinenses da equipe bicampeã ilustram bem esse choque de gerações. A capitã Dayane Camilo, 24 anos, conseguiu seu segundo título em pan-americanos e a caçula do grupo, Ana Maria Maciel, 15, estreou com o pé direito, com três medalhas de ouro.
Dayane já havia dito que esse foi seu último Pan-Americano. Ela ainda deve disputar o Mundial da modalidade, em setembro, na Hungria, e a Olimpíada de Atenas, mas vai ser difícil esquecer essa última participação em um Pan. ''Quando a gente saiu da última série com arco e bola e vimos o resultado é que fui me dar conta'', recordou a ginasta.
Ela já sente a despedida como um legado para as futuras ginastas que vão compor a seleção daqui pra frente. ''Sempre procurei passar tranquilidade e mostrar que é preciso muita garra e força de vontade para competir'', disse.
Sua jovem companheira de equipe, Ana Maria, diz que a experiência transmitida por Dayane e a comissão técnica foi muito importante para a conquista do bi. ''Teve uma hora em que ventava muito, o que atrapalhava quando a gente jogava o arco e a bola. Foi nessa hora que a Bárbara e a Dayane disseram para a gente ter tranquilidade para fazer a coreografia''.
Além disso, Ana Maria afirma que a união entre as atletas foi uma das coisas mais importantes que aprendeu da experiente capitã, principalmente durante a competição em Santo Domingo. ''A gente aprendeu muito com ela. Ela sempre foi nossa irmã e mãe e ajudou todo mundo'', afirmou, com os lábios trêmulos e os olhos marejados com a recordação da conquista. (C.Y.)





