Pequim - O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim divulgou ontem que jornalistas, atletas e outros membros das delegações que irão participar da Olimpíada não poderão ter consigo ''materiais usados para qualquer atividade religiosa ou política'', além de bandeiras de países que não fazem parte dos Jogos Olímpicos.
Membros das delegações olímpicas presentes em Pequim afirmam que é a primeira vez que regras desse tipo são introduzidas nas Olimpíadas. A restrição provavelmente tem como alvo os budistas tibetanos os muçulmanos da minoria étnica uigur.
Não está claro, no entanto, se na categoria de objetos 'proibidos' incluem-se cópias do Evangelho ou de outros livros sagrados, como o Alcorão, que certamente serão levados por membros de algumas delegações olímpicas.
A lista de artigos vetados foi divulgada à imprensa internacional pelo Comitê Organizador dos Jogos. Durante o encontro, membros do comitê reafirmaram que até outubro do próximo ano, quando terminarão as Paraolimpíadas de 2008, os jornalistas estrangeiros na China terão completa liberdade de movimento e poderão entrevistar todos os cidadãos chineses que consentirem em falar à imprensa.

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