Chimarrão fica com Taça Brasil feminina
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domingo, 30 de maio de 2004
Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
As gaúchas do Chimarrão vão continuar a festa hoje em Estância Velha, interior do Rio Grande do Sul. Ontem pela manhã elas venceram as conterrâneas do Santo Ângelo por 5 a 3 e sagraram-se campeãs da 13 edição da Taça Brasil, disputada desde segunda-feira passada no Ginásio do Sesi, em Londrina. O destaque da final foi a pivô Juliana, da equipe campeã, autora de três gols.
As artilheiras da competição foram a ala Luciléia, do Santo Ângelo, e fixo/ala Jaqueline, ambas com 13 gols. A artilheira do Grêmio Londrinense, terceiro colocado, foi a ala Fabi, com 12 gols. O melhor ataque da competição foi o do Chimarrão, com 39 gols. Nos 23 jogos da Taça Brasil foram marcados 180 gols, média de 7,83 por partida. A seleção do torneio (votaram os técnicos) foi escalada com a goleira Tetê (Chimarrão); com a fixo/ala Raquel (emprestada do Sabesp ao Grêmio), as alas Sânia (Ninhos) e Luciléia (Santo Ângelo), além da pivô Juliana (Chimarrão).
De acordo com Renata Albino, coordenadora-geral do evento, o equilíbrio foi a maior característica da competição, além da ascensão de equipes de centros menos cotados, caso do Ninho de Águias, de Manaus. ''Sete equipes tinham nível para chegar às semifinais'', calculou.
As anfitriães terminaram o torneio na terceira colocação e não atingiram o objetivo de chegar à final. ''Estou muito satisfeita com as minhas atletas, mas também estou triste por não ter a oportunidade de disputar o título. Mas isso aconteceu por contingências'', afirmou a treinadora Vanda Sanches.
''As contingências'' a que se referiu a técnica foram um erro grave de arbitragem na partida diante do Santo Ângelo no primeiro gol das gaúchas a bola não teria entrado depois de bater no travessão e no chão e a ausência da experiente pivô Jayne nos jogos decisivos.
A derrota para o Santo Ângelo na última rodada da fase de classificação foi considerada pela técnica e pelo elenco preponderante para a eliminação na semifinal. O time empatou em 2 a 2 no tempo normal com o Chimarrão e empatou em um gol na prorrogação, resultado que classificava as gaúchas. O revés inesperado foi atribuído além do erro de arbirtragem à desconcentração do time quando detinha a vantagem de 5 a 2. O placar final foi de 8 a 7.


