Lucilia Okamura
De Londrina
Chile e Venezuela se enfrentam hoje, às 15 horas, no Estádio do Café. A partida é considerada fundamental pelos chilenos, já que, se eles vencerem, podem assumir a liderança isolada do Grupo A, com sete pontos. O Chile vem de um empate com o Brasil e uma vitória diante do Equador, somando quatro pontos (veja tabela de classificação na página 1). A Colômbia, que também soma quatro pontos, folga na rodada.
Mesmo o Chile sendo considerado favorito, o técnico Nelson Acosta disse que é preciso ter respeito pela Venezuela. Ele informou que deve fazer duas modificações no time que começa jogando hoje, mas não quis adiantar se o meio campista Nuñez começa a partida no lugar do lateral Alvarez. ‘‘Alvarez não estava em um bom dia, mas ainda preciso analisar as modificações’’, resumiu. No jogo contra o Equador, a substituição de Alvarez por Nínez fez com que o Chile mudasse seu esquema tático de 3-5-2 para 4-4-2, ganhando, assim, força ofensiva.
Na partida de hoje, Nelson Acosta deve cobrar mais ânimo dos jogadores. Ele reclamou que, contra os equatorianos, seus atletas estiveram apáticos e muito conformados. ‘‘Os pontos que ganhamos foram importantes, mas o jogo foi ruim’’, criticou. ‘‘Não sei o que aconteceu com eles’’. Ontem de manhã os jogadores descansaram e, no final da tarde, iriam fazer um treino no campo do PSTC, em Cambé.
A Venezuela, que estreou anteontem com um empate diante da Colômbia, entrará em campo hoje para ganhar. É o que promete o técnico Lino Alonso. ‘‘Teremos um jogo difícil; o Chile fez uma bela partida contra o Brasil, mas queremos fazer uma boa apresentação’’, disse.
Sobre o empate com os colombianos, Lino Alonso acredita que foi uma resultado justo. A exemplo das outras seleções, os jogadores venezuelanos descansaram ontem de manhã. À tarde, estava programado um treinamento no campo do Iapar.
Chilenos e venezuelanos jogam hoje às 15 horas, provavelmente sob um forte calor. A alta temperatura dos últimos dias tem sido amenizada por causa do horário dos jogos – sempre a partir das 19h30. Mas hoje as duas seleções jogam no horário mais quente do dia.
‘‘Tomara que chova’’, brinca o técnico do Chile, Nelson Acosta, explicando que o calor vai afetar as duas seleções da mesma maneira. ‘‘Vamos nos superar e jogar da mesma forma possível; se pensarmos que vai fazer calor, vamos sentir mais ainda’’, acrescentou.
Maldonado – O chileno Claudio Maldonado sempre foi apaixonado pelo futebol, tanto que aos cinco anos já sonhava em ser um grande jogador. Aos 11 anos foi descoberto e levado para o Colo Colo, clube de Santiago. Hoje, aos 20 anos, ele já passou por todas as seleções nacionais (sub 15, 17 e 20) e atualmente integra a Seleção Sub-23. Além da vontade de se classificar para as Olimpíadas de Sydney (Austrália), ele tem outro motivo para jogar bem no torneio: está sendo sondado por olheiros do A.S. Monaco, da França.
Maldonado é considerado um dos jogadores mais habilidosos da seleção. Ele conta que, aos 11 anos, atuava em um clube de bairro quando foi descoberto pelo então treinador do Colo Colo, José Pekerman (atual técnico da Argentina).
O zagueiro chileno está no Colo Colo até hoje, mas há dois meses vem sendo sondado por olheiros do Monaco. ‘‘Acredito que eles devem estar vendo a minha atuação também no Pré-Olímpico’’, afirma, confessando que tem vontade de jogar em algum clube da Europa.
Enquanto o convite para atuar no exterior não vem, ele tem se empenhado em jogar o máximo possível na Seleção Sub 23. ‘‘É um grande passo para se firmar na seleção principal’’, diz. Sua única experiência na seleção principal foi em dezembro do ano passado, quando foi convocado para um amistoso. Sobre as chances do Chile se classificar, ele está otimista. ‘‘O grupo está bastante unido, tem garra e contamos com jogadores experimentes.’’
Fora dos campos, Maldonado informa que tem uma vida bastante tranquila. ‘‘Sou caseiro, gosto de ficar ouvindo músicas e assistindo filmes’’, conta. Ele mora com tios em Santiago, já que seus pais moram em Curico, no Sul de Chile.
Esta não é a primeira vez que Maldonado viaja para o Brasil. Em dezembro de 99, ele passou alguns dias em São Paulo, onde mora a namorada Fabíola, que também é chilena. ‘‘É complicado namorar à distância, às vezes ficamos muito tempo sem nos ver’’, confessa. Agora, ele torce para que a namorada consiga alguns dias de folga e venha vê-lo em Londrina.

FICHA TÉCNICA
Chile
Di Gregorio; Olarra, Maldonado e Contreras; Alvarez (Nuñez), Melendez, Ormarzabal, Pizarro e Tello; Tapia e Gutierrez (Navia). Técnico: Nelson Acosta
Venezuela
Vega; Vielma, Becerra, Rojas (Arango) e Duno; Giraldo, Laurens, Garcia e Perez; Noriega e Rondon. Técnico: Lino Alonso
Árbitro: Juan Paniagua (Bolívia)
Estádio: Café, em Londrina
HorÁrio: 15 horas