Chilenos prometem atacar para fazer história
Johannesburgo - O Chile reconhece o favoritismo do Brasil, mas não deixa de acreditar na classificação às quartas de final da Copa do Mundo. Os chilenos tratam o jogo como uma final. É uma chance única de eliminar um rival do quilate da seleção brasileira.
''Claro que tememos o potencial do Brasil. Há muito respeito, mas continuo pensando e acredito que podemos vencer'', afirmou o zagueiro Pablo Contreras, que será titular na ausência da dupla de defesa titular.
Ponce e Medel estão suspensos porque receberam o segundo cartão amarelo diante da Espanha. O volante Estrada, expulso, também não joga.
Mas os desfalques não diminuem a esperança chilena. Contreras lembrou do desempenho nas Eliminatórias Sul-Americanas, quando se classificaram em segundo lugar, atrás apenas do Brasil. ''Já fizemos coisas que outras seleções não conseguiram. Fizemos história nas eliminatórias e no Mundial. Espero continuar fazendo, mas sabemos da categoria do nosso rival. O Chile tem suas armas e podemos fazer história.''
O lateral Isla adota discurso idêntico ao do companheiro. Admite que o Brasil é favorito, mas avisa que o Chile não mudará o jeito de jogar. Segundo ele, os chilenos vão atacar, mesmo reconhecendo que o rival é forte. ''O Brasil é favorito. Isso está claro. É uma equipe muito perigosa, a mais importante do mundo, mas não pensamos nunca em renunciar ao ataque.''
O técnico Marcelo Bielsa não confirmou a escalação do Chile, mas não deve abrir mão da ofensividade que trouxe sua seleção até aqui na Copa. A novidade deve ser o atacante Humberto Suazo, que formará o trio ofensivo ao lado de Alexis Sanchez e Jean Beausejour. Com isso, Valdivia, ídolo da torcida palmeirense, pode começar no banco. Matías Fernández volta de suspensão. (A.E.)





