O Chile vive o melhor momento de sua história. Os jogadores sabem que precisarão se superar diante do Brasil para concretizar o sonho de derrotar os atuais campeões do mundo. Seria a primeira vitória dos chilenos válida por um Mundial, desde 1962, justamente quando jogaram em casa e venceram a Itália por 2 a 0.
O experiente e matreiro técnico Nelson Acosta aposta também neste momento importante na carreira de todos os jogadores da Seleção Chilena. Por isso, instiga o clima de confiança, de jogar com o coração e esperança de seguir em frente. É um time que não sofre pressão, como o Brasil, nem tem a responsabilidade de vencer.
Até agora, pode-se dizer que o Chile está no lucro nesta Copa do Mundo. Passou para a segunda fase do Mundial da França sem sequer ter vencido uma só partida. No primeiro jogo, conseguiu até um bom resultado ao empatar com a Itália, por 2 a 2. Depois também fez apenas um ponto diante da Áustria. Na terceira partida, sobreviveu a um ataque de Camarões, graças a um gol anulado de Oman Byick, pelo árbitro húngaro Laszlo Vagner. O jogo terminou empatado por 1 a 1 e os chilenos se classificaram.
Para manter a esperança de vencer o Brasil e chegar às quartas-de-final, o Chile não vai abrir mão de seu esquema comedido de atuar. Vai esperar o momento certo de um contra-ataque para confiar no talento e oportunismo da dupla Zamorano e Salas. O técnico só fará as substituições obrigatórias, dos jogadores suspensos com os cartões amarelos. Para o lugar de Villarroel deve entrar Patricio Cornejo, no de Rojas o pouco experiente Aros, e na posição de Parraguez, Miguel Ramirez.
Companheiros na Inter de Milão, adversários na Copa do Mundo da França. O chileno Ivan Zamorano e o brasileiro Ronaldinho, que poderiam viver um clima de grande rivalidade hoje, preferem um encontro ‘‘alegre’’, como define o chileno. ‘‘Vamos entrar em campo e dar um grande abraço’’, conta Zamorano. ‘‘E que vença o melhor.’’
O chileno Marcelo Salas, o goleador que promete dar muitas preocupações para a defesa brasileira, também foge de comparações e confrontos pessoais. Para ele, não vai existir um duelo entre as duplas de ataque - Salas e Zamorano contra Ronaldinho e Bebeto. ‘‘Não existe esta história de rivais e tudo mais’’, afirma.France PresseA fera chilenaZamorano: promessa de abraço em RonaldinhoAgência Estado

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