O encanto da vitória sobre a Argentina, dia 26 de julho, durou pouco: em Santiago, ontem à noite, o Brasil voltou a mostrar os defeitos de sempre e foi facilmente batida pelo Chile por 3 a 0. O resultado embolou de vez a briga pelas quatro vagas sul-americanas na Copa do Mundo de 2002. O próximo jogo do Brasil será no dia 3 de setembro, no Maracanã, contra a Bolívia.
Também ontem à noite, em Bogotá, a Colômbia venceu o Uruguai por 1 a 0 e passou a ocupar as primeiras colocações (leia ficha técnica e classificação nesta página).
Primeiro tempo – O Brasil pecou pela ausência de jogadores importantes na vitória sobre a Argentina e pela escalação equivocada de Wanderley Luxemburgo. O volante Marcos Assunção teve, neste período, uma atuação desastrada como substituto de Vampeta (suspenso). Desentrosado, não fez a esperada ligação com os meias ofensivos. Nervoso, deu uma botinada desnecessária que tirou Villaseca logo no início do jogo. Desatento, levou um drible desconcertante na jogada do primeiro gol chileno.
Visivelmente fora de forma, Amoroso não encontrou posicionamento no ataque para aproveitar as três ou quatro boas triangulações orquestradas por Rivaldo, Alex e Ricardinho. Quando voltava para buscar a jogada, congestionava a entrada da área chilena e facilitava a marcação.
Segundo tempo – Com Djalminha em lugar de Assunção e Luizão no de Amoroso, o Brasil iniciou voltou novamente desarrumado – mas com muito mais disposição. Continuou preferindo as jogadas pelo meio da defesa – em vão. Para abrir a retaguarda chilena, Luxemburgo fez entrar Marques – e sacrificou Alex. O time rondou durante muito tempo a área adversária. Afoitos, os atacantes foram flagrados várias vezes em impedimento e, no gramado escorregadio, desperdiçaram boas chances.
A pressão durante quase meia hora deixou a defesa desatenta. Erro fatal: cruzamento de Pizarro, gol de Salas. O Brasil ainda desperdiçou quatro chances. Até, conformado, aceitar o resultado.

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