Chile terá torcida em Londrina
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quinta-feira, 26 de junho de 2014
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
O Brasil vai parar para ver o duelo entre a seleção brasileira e o Chile, amanhã, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Mas não é todo mundo que vai torcer para a seleção brasileira. Além do grupo que torce contra pelo fato de não concordar com o Mundial no país, a grande comunidade chilena que por aqui mora também quer ver o Brasil fora da sequência do torneio. Em Londrina, não será diferente.
O Bar do Chileno, localizado na Avenida Higienópolis, próximo ao Iate Clube de Londrina, será um dos redutos dos torcedores do time do Mago Valdívia. O dono, Luiz Fernando Borges Leal, foi "fabricado", como ele mesmo diz, no Chile, e já convocou outros chilenos que moram em Londrina para a confraternização. "Nasci em São Bernardo (SP), mas fui fabricado no Chile. Minha mãe é chilena. Vou torcer para o Chile, mas também fico contente se o Brasil ganhar", afirmou.
No Londrina Country Club, a corrente por La Roja, será grande também. Isso porque um grupo de chilenos escolheu o local para tentar ver um possível feito histórico dos conterrâneos. Eles serão comandados pelo sommelier Jorge Sepúlveda Gallardo, chileno que vive há 12 anos em Londrina. Ele trabalhava apresentando vinícolas chilenas para turistas, até que uma bela loira de Londrina o encantou em um desses tours. "No Chile, para encontrar uma loira, tem que caminhar 40 mil km. Era tudo o que o médico havia receitado para mim", brincou o sommelier, que já não está mais com ela, mas continua em Londrina. "No Brasil, não há lugar melhor", cravou.
Apesar desse amor pelo Brasil, ele está muito otimista quanto à classificação chilena. "Absolutamente. O Chile vai fazer história, estou otimista desde o começo. Jamais tivemos um time bom como o de hoje. Imagina Alexis Sanches, Arthuro Vidal, El Mago Valdívia!!!!", empolgou-se.
Luiz concorda com Gallardo. "Nosso time é muito bom mesmo. Não imaginava que estivesse assim, mas depois do primeiro jogo, vi que era uma equipe muito forte", apontou Leal.
Na confiança, porém, a dupla diverge. "Tenho certeza que vamos ganhar. Eu posso assinar embaixo. Pode ser 3 a 1 ou 4 a 1. Do jeito que está jogando o Brasil... Ganhou de Camarões, mas as duas anteriores foi um horror, pelo amor de Deus", sacramentou Gallardo. "Acho que não dá para o Chile, não. O Brasil vai ganhar, mas vai ser apertado: 2 a 1", apostou Leal.


