O técnico do Chile, Nelson Acosta, é muito mais diplomático que o norueguês Egil Olsen, que disse que sua equipe iria vencer o Brasil, e venceu. Sempre bem-humorado, este uruguaio de 54 anos, há dois no comando da seleção chilena, prefere não se entusiasmar com as falhas apresentadas pela equipe brasileira na derrota para a Noruega. O técnico do Chile diz que, no próximo sábado, seus homens vão dar trabalho para os rivais sul-americanos.
Quem pensa que o Chile pode usar de artifícios para conseguir seu objetivo, como tentou fazer no fatídico jogo de 1989, vai se surpreender. ‘‘Queremos ganhar na bola’’, avisa Acosta. O jogo não deixa de ser uma oportunidade para o Chile tentar reparar a história e mudar a imagem que deixou ao mundo. A farsa do goleiro Roberto Rojas simulando ter sido atingido por um foguete disparado pela torcedora Rosemary Mello, no Maracanã, nas eliminatórias para a Copa da Itália, acabou custando caro para o futebol chileno. Rojas foi banido pela Fifa. O Chile perdeu o direito de disputar uma vaga no Mundial seguinte, nos Estados Unidos. ‘‘Vamos mostrar ao mundo que sabemos respeitar as regras’’, anuncia Acosta.
A delegação chilena viaja hoje para Paris onde, à tarde, faz um treino secreto na capital francesa e não haverá contato com a imprensa. O treinador vai aproveitar o treino para definir quem entra nos lugares dos três jogadores que estão suspensos. O volante Nelson Parraguez e os laterais Moisés Villaroel e Francisco Rojas receberam o segundo cartão amarelo contra a seleção de Camarões e terão de cumprir uma partida de suspensão.
Acosta tem duas opções a testar. A primeira seria colocar os reservas imediatos de cada jogador. Neste caso, Christian Casta¤eda e Maurício Aros jogariam nas laterais e Fernando Cornejo entraria como volante. A outra solução torna o time mais técnico. Cornejo iria para a lateral-direita e Aros jogaria na esquerda. Para completar o meio-de-campo, o técnico teria à sua disposição o zagueiro Miguel Ramirez, o volante Luís Musrri e o meia Fabián Estay.
Os jogadores chilenos acham que a Noruega mostrou ao mundo como derrotar os adversários da América do Sul. ‘‘Não é impossível ganhar do Brasil’’, destaca Casta¤eda. ‘‘O Brasil tem bons valores individuais mas, no conjunto, somos melhores’’, avalia Estay.

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