Marcos Freitas
De Curitiba
Em seu último dia em Curitiba, o cantor e compositor Chico Buarque dedicou pouco mais de uma hora ao futebol com os amigos. Antes da partida, a Folha conversou com o craque no vestiário.
Chico disse que prefere mais jogar do falar sobre o futebol. ‘‘Não acompanho o futebol, pois não vou a estádios nem vejo tevê. Sei que tem novos bons garotos pintando, como esse Ronaldinho Gaúcho.’’
Torcedor do Fluminense, ele confessa que depois que o tricolor carioca caiu para terceira divisão do Nacional, seu amor pelo futebol diminuiu um pouco: ‘‘É bem por isso que não tenho assistido’’, admite.
Sobre seu estilo de jogar, emplaca: ‘‘Sou um servidor. Gosto de colocar os companheiros na cara do gol. Nunca sou artilheiro nos jogos. É que prefiro o drible ao gol’’. Perguntado sobre quem é o craque do time, ele ri e diz: ‘‘a modéstia me impede de responder’’.
Bola rolando, a Folha acompanhou os 70 minutos de partida. No time de Chico, três são os principais jogadores: ele, que coordena as jogadas na meia-esquerda; Vinicius, um dos músicos, que joga mais a frente; e o maestro da banda, Luis Claudio, que joga na meia-esquerda.
O jogo começa com dois gols do maestro, que, aos 20 minutos, teve que sair, com o pé machucado. Chico procurava sempre as jogadas de efeito e errava alguns passes.
Ele também balançou a rede por quatro vezes. E o mais bonito aconteceu aos 21 minutos: Chico pegou a bola na intermediária, tabelou com Vinicius, driblou três adversários e tocou no canto esquerdo.
A partida teve dois resultados: no oficial, a equipe de Curitiba venceu por 15 a 14. Mas, para Chico, o jogo terminou 14 a 14. O cantor disse que só aceitava o empate, elogiando o time da cidade. ‘‘Eles jogaram bem e foi um dos melhores times que enfrentamos, me fez lembrar o time da família do Sócrates e do Raí, mas neles enfiamos 8 a 2.’’

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