São Paulo - Um coletivo entre reservas e juniores geralmente não tem muita importância. Mas não foi o caso do treino desta terça-feira no CT do Corinthians. Dois dos jogadores que ostentam certo prestígio entre a torcida participaram da atividade por uma opção do técnico Tite. Foi uma situação incomum para Chicão, capitão barrado do time, e Jorge Henrique, outrora titular.
Se Jorge Henrique encarou a atividade com certa naturalidade, com Chicão a coisa foi um pouco diferente. Nitidamente de cara feia, o zagueiro demonstrava certa falta de empenho e paciência. Por pelo menos duas vezes, em um lance de jogo comum, Chicão não ficava muito preocupado e nem constrangido em isolar a bola para longe.
Tite observava o treinamento de longe ao lado de seu auxiliar Fábio Carille. O coletivo durou pouco mais de uma hora. O calvário de Chicão continuou após o fim da atividade, disputada sob calor intenso. O preparador físico Fábio Mahseredjian chamou o zagueiro para um trabalho físico à parte. Ele tinha de correr desviando de cones e tocar a bola para Mahseredjian. Chicão, que costumava morder a camisa para comemorar um gol, agora olhava para o alto e mordia a camisa de cansaço.
O zagueiro perdeu espaço no time antes do clássico contra o São Paulo, na semana passada, sob a justificativa de estar em má fase técnica. Mas sua atitude de abandonar a concentração alegando não ter condições emocionais para ficar no banco de reservas não pegou bem. Tite, então, barrou o zagueiro também na vitória contra o Bahia, no último domingo, no Pacaembu.
Agora, a ideia do treinador é relacionar Chicão para o próximo jogo - no domingo contra o Vasco, no Rio de Janeiro. Mas Chicão ficará no banco de reservas, mesmo com Leandro Castán sendo dúvida.
Conselheiros com trânsito no departamento de futebol dizem que Chicão está passando por uma espécie de ''castigo'', mas que o jogador ainda é considerado um líder do time e que em breve voltará a ser titular.

mockup