Chicão descarta vaidade no time do Corinthians
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Vítor Marques<br> Agência Estado 
Itu - Chicão não está nem um pouco incomodado porque deixou de ser o ''cobrador oficial'' de faltas e pênaltis no do Corinthians. E garante que também não irá arrumar briga para ver quem bate as bolas paradas a partir de agora, quando Roberto Carlos, Tcheco ou até Ronaldo podem assumir a função. ''Aqui não tem vaidade'', afirmou o zagueiro. ''Eu mesmo prefiro bater mais pelo lado direito. Dependendo da distância, o Roberto bate muito bem.''
Nesta entrevista, Chicão também defendeu o rodízio que o técnico Mano Menezes tem feito com os jogadores do Corinthians no Paulistão, visando à disputa da Libertadores. Mas fez um alerta: ''A Libertadores só não pode virar uma obsessão''.
Agência - Até pouco tempo, você era o cobrador oficial de pênalti e batia praticamente todas as faltas. O Ronaldo chegou e começou a bater pênaltis. Agora também tem o Roberto Carlos para bater as faltas, o Tcheco. Como vocês vão dividir isso no campo?
Chicão - Nós vamos conversar bastante na hora do jogo, como foi no Pacaembu (diante do Bragantino, na semana passada), tinha até muita gente na bola. Dependendo da distância, o Roberto bate muito bem e forte, como ele bateu. Se tiver perto, vou procurar bater.
AE - Não vai ter briga?
Chicão - Aqui não tem essa vaidade.
AE - Mas você tem preferência para cobrar de algum lado do campo?
Chicão - Prefiro mais do lado direito, a bola saindo pela barreira do que pelo lado esquerdo por cima da barreira.
AE - E os pênaltis, quem bate? O Ronaldo parece que agora cobra todos...
Chicão - Bato também. Se ele falar pra eu bater, eu bato. Ano passado, contra o Atlético, ele perguntou se eu queria bater.
AE - O Mano impõe alguma coisa ou isso é decidido no campo?
Chicão - Bom, a gente treina bastante. E ele vê quem está batendo melhor.
AE - É que em alguns jogos o Ronaldo começou a cobrar umas faltas de longe, algo que não é muito a dele...
Chicão - É que ele chuta bem de longe. Depois que o Cristian saiu, a gente não tinha um jogador que batesse assim. Inclusive na Série B, no jogo do acesso, contra o Ceará, eu fiz um gol, que eu passei pela bola, o Cristian bateu e deu rebote. Eu corri e fiz o gol. A gente precisava de um jogador assim para criar uma alternativa. Estava muito monótono, só o Chicão, só o Chicão, e o goleiro já estava sabendo onde ia a bola. Agora o Roberto chegou e está ajudando também.
AE - Como dosar o Campeonato Paulista com a Libertadores?
Chicão - É complicado. Libertadores, todo mundo está querendo, diretoria, torcedor, nós jogadores, todo mundo está querendo. Mas não pode virar obsessão, porque acaba atrapalhando, criando aquela ansiedade. Tem que acontecer naturalmente, como foi ano passado, no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil. Vai ser difícil, e a gente espera chegar na Libertadores 100% para não ter desculpa nenhuma.
AE - O você está achando desse Corinthians que só contratou trintões? É esse o caminho para vencer a Libertadores, a experiência?
Chicão - A gente tem que aliar juventude e experiência. Só experiência também não vai ganhar, nem só juventude. Mas na hora de uma catimba de um jogo de Libertadores, esses jogadores experientes vão ajudar bastante.
AE - Quais serão os rivais mais difíceis na Libertadores?
Chicão - Bom, ainda não passamos da primeira fase, mas acho que brasileiros serão os mais difíceis.
AE - Qual o sonho do Chicão?
Chicão - Acho que ganhar a Libertadores no ano do centenário é um sonho, para ficar na história do clube, aqui todo mundo está pensando assim.


