Chibana assume ponta do ranking mundial
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segunda-feira, 05 de maio de 2014
Agência Estado 
Londres - Campeão pan-americano há dez dias, Charles Chibana é o novo líder do ranking mundial na categoria até 66kg. Apontado como grande promessa do judô brasileiro para o Rio/2016, o atleta do Pinheiros (SP) tirou a primeira posição do francês David Larose depois de vencer a competição continental e ver o rival ser vice do Europeu.
O posto, porém, é provisório porque ainda não foi realizado o Campeonato Asiático, que, assim como os outros continentais, serve como pontuação extra para os atletas. Podem pular para a primeira colocação o mogol Tumurkheleg Davaadorj e, principalmente, o japonês Masashi Ebinuma, que compete pouco mas é o campeão mundial e não perde desde os Jogos de Londres, quando foi bronze.
Apesar do feito de Chibana, o Brasil agora só tem três líderes do ranking mundial. O outro homem que ocupa o primeiro lugar é Rafael Silva, na categoria +100kg. Também do Pinheiros e também campeão pan-americano em Guayaquil, no Equador, "Baby" lidera a lista, mas o melhor do mundo segue sendo o multicampeão francês Teddy Riner, que não lutava desde o título mundial e ganhou o Europeu. Como luta pouco, é o terceiro do mundo.
Entre as mulheres, Sarah Menezes foi apenas medalhista de prata no Pan, perdeu na primeira rodada do Grand Slam de Paris, mas segue na liderança da categoria até 48kg. Rafaela Silva não teve a mesma sorte e, por conta da prata em Guayaquil, viu a alemã Miryam Roper assumir a liderança na categoria até 57kg e jogá-la para o segundo lugar.
Recuperando-se de lesão, Mayra Aguiar não luta desde o Mundial e caiu para o quarto lugar na categoria até 78kg, com pequena desvantagem para as atletas que estão à sua frente. Entre as peso pesado, Maria Suelen Altheman segue sem saber como fazer para vencer a cubana Idalys Ortiz, perdeu dela de novo no Pan e, por isso, segue em segundo.
RANKING OLÍMPICO
A partir de agora os pontos obtidos pelos atletas valerão para a classificação para os Jogos do Rio/2016, enquanto que os demais, até maio de 2016, serão descartados aos poucos. O Brasil já tem garantido o número máximo de atletas, 14, um por categoria. Caberá à Confederação Brasileira de Judô apontar os escolhidos.


