Chegou ao fim...
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
GUILHERME CARDOSO<br>guilherme@ lancenet.com. br 
Ufa, finalmente acabou. Não é exagero dizer, mas esse é o pensamento de grande parte dos palmeirenses. Após dois anos de mandato . foi eleito no dia 20 de janeiro de 2011 ., Arnaldo Tirone deixa a presidência do Palmeiras. Apesar do título da Copa do Brasil de 2012 e o andamento das reformas no Palestra Itália, ele não vai deixar saudades para a torcida.
As boas intenções do dirigente e o sonho de trazer o profissionalismo para o futebol - um desejo de campanha - ficam em segundo plano depois de diversas demonstrações de falta de preparo para exercer o cargo. Tudo o que ele poderia ter feito de bom fica em segundo plano no meio de tanta confusão. Muitas delas até viraram motivos de piada.
Vai entrar para o folclore do futebol as vezes que Tirone atendeu o telefone dizendo que era o irmão, ou quando faltou em reunião na Federa ção Paulista de Futebol e disse não saber do encontro, ou até quando apareceu na praia no dia seguinte do rebaixamento no ano passado ele até poderia querer relaxar, mas não era o momento de ir à praia.
A última história aconteceu na semana passada, quando estava em Buenos Aires negociando com Riquelme, mas garantiu estar na Avenida Faria Lima, em São Paulo.
Aliás, nem contratar o argentino Tirone conseguiu. Lógico que as negocia ções são complicadas. Mas não dá para deixar isso para o próximo presidente. Quem for eleito chega com a pressão de fechar o negócio com o camisa 10. Mesmo se não concordar com o que foi acordado antes. Imagine a pressão da torcida se o negócio não for concretizado.
Tudo isso reflete muito bem o momento do Palmeiras. Um clube sem comando, que virou motivo de chacota entre os torcedores rivais. E que já começa 2013 enfraquecido.
Só para registrar, o presidente nem foi visto no Pacaembu ontem.
Hoje à noite, ocorre a última eleição sem a participação dos sócios. A expectativa é por uma disputa apertada entre Décio Perin e Paulo Nobre. Boas intenções e ideias, os dois têm para o Alviverde. Com Tirone, não era diferente.
Os torcedores só esperam que no fim de 2014, ano do centenário do Verdão, a situação seja outra. Os palmeirenses não querem mais Tirones ou promessas. Agora, a missão é com os novos candidatos.


