Olá, amigos do Esporte! E aí, falar o quê? Aquilo que eu venho falando desde que retomei esta coluna, há cerca de dois meses. Bem pior do que ver a seleção brasileira chegando perto do fundo do poço, é notar que a estrutura não está sendo repensada e que, parece, nada vai mudar. E aí virá o jogo contra o Paraguai e um empate já será bom resultado. E pode vir a desclassificação para a Copa do Mundo. E aí?
Quando falo em mudar, não digo mudar o técnico. Apesar de não ser fã dele e achar que errou muito desde que assumiu, Luis Felipe Scolari não é o culpado da bagunça que se transformou o futebol brasileiro. Os culpados estão acima dele. Esses é que tinham que ser mudados, a começar por Ricardo Teixeira et caterva.
Mais do que isso, é preciso mudar também a estrutura de organização do futebol brasileiro. A Fundação Getúlio Vargas chegou a fazer um estudo entregue a Ricardo Teixeira, mas pouca coisa foi divulgada. O que se sabe é que nada foi feito.
Não adianta querer começar a mexida geral pela seleção. A seleção é o ponto final, a última consequência. Deve-se começar, por exemplo, organizando um campeonato brasileiro em que todos saibam, com anos de antecedência, que dia começa, que dia termina e como será o regulamento. Coisa simples. Por que raios não fazem? Porque pode ferir interesses dos dirigentes do Fluminense, do Botafogo, ou do Vasco, ou do Corinthians etc?
Falando nisso, responda rápido. Que dia começa o Brasileirão deste ano? Quantos times vão disputar? Quando vai terminar? Qual é o regulamento?
A LIGA VEM AÍ
Como a CBF só consegue desorganizar o futebol brasileiro, os presidentes dos clubes associados ao Clube do 13 (que são 19 e mais o Vasco, que está de fora, mas nem tanto) prometem criar a Liga de Futebol. É de esperar que organizem um campeonato melhor do que a Copa João Havelange, desorganizada por eles no ano passado.
OS TIMES DO PARANÁ
Os leitores Paulo Roberto Campos, de Foz do Iguaçu, e Pedro Melo, de Ponta Grossa, mandaram e-mail pedindo que falasse mais dos times paranaenses. Eu prometi a eles que falaria, mas aí vem Honduras (que dureza, que vergonha) e me rouba o espaço novamente. O Paulo, de Foz, atleticano, afirma que a camisa do Coxa deu azar para o Cataratas na segunda divisão.
COXA
Numa análise rápida dos três times que estão na primeira divisão, Atlético e Coritiba mantiveram mais a base do que o Paraná Clube, que vai mais modificado. O Coxa praticamente não mexe na defesa, continuando com três zagueiros e reforça o meio-de-campo com alas de ofício. Ivo Wortmann quer Evair fazendo a ligação com o ataque. Não sei se dará certo pois Evair sempre foi artilheiro, mais que craque.
ATLÉTICO
O Atlético manteve a base que foi campeã paranaense. Na defesa terá poucas mudanças, mas ainda não se sabe se o técnico Mário Sérgio jogará com dois ou três zagueiros. O meio-de-campo é que pode sofrer mais mudanças com as chegadas de Pires e Souza e os elogios que o técnico tem feito ao volante Douglas. No ataque, Fabiano chega para ser a sombra de Kléber e Alex.
PARANÁ
O Paraná fica uma incógnita com a saída de Hilton, a falta de laterais, a chegada de Ailton e o sai-não-sai de Ilan. Tem ainda a chegada da legião que foi campeã com o Maringá. É esperar para ver.

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