São Paulo - A paralisação parcial das obras do Castelão, estádio de Fortaleza que receberá a Copa de 2014, encerrou-se ontem. O estádio da capital cearense foi o sexto do Mundial que enfrentou paralisação. Os outros foram em Belo Horizonte, Brasília, Rio, Recife e Salvador.
Em assembleia, os trabalhadores aprovaram a proposta apresentada pelo Consórcio Arena Castelão, formado por Galvão Engenharia e Andrade Mendonça, e resolveram retomar as atividades. Anteontem, cerca de 500 trabalhadores - quase metade do total - pararam de trabalhar.
Segundo o Sintepav-CE (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria do Ceará), os operários contratados por empresas terceirizadas reivindicavam equiparação salarial e mesmo benefícios daqueles contratados diretamente pelo consórcio.
Em reunião entre sindicato e uma comissão de trabalhadores do Castelão na terça-feira, o consórcio prometeu que todas as empresas terceirizadas terão que cumprir os direitos dos trabalhadores acertados no acordo coletivo 2011/2012. Segundo nota oficial divulgada pelo Sintepav, o consórcio assinou um termo de compromisso no qual se comprometeu a abonar os dois dias paralisados, reajustar a cesta básica no próximo mês, igualar salários de contratados e terceirizados também em março.
Orçado em R$ 518,6 milhões, o Castelão receberá seis jogos da Copa do Mundo de 2014, incluindo uma partida da seleção brasileira. A obra da arena é uma das mais avançadas entre as 12 sedes e está próxima de 60% da execução. A previsão é que o estádio seja entregue em dezembro.

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