Chefes de Mercedes e Red Bull esquentam briga entre Hamilton e Verstappen


JULIANNE CERASOLI
JULIANNE CERASOLI

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A disputa entre Max Verstappen e Lewis Hamilton pelo campeonato da Fórmula 1 teve mais um capítulo dramático no último domingo (12), quando os dois voltaram a colidir, desta vez no Grande Prêmio da Itália. Os dois abandonaram, e o holandês, líder do mundial, acabou punido com a perda de três posições no grid de largada da próxima corrida, na Rússia.

Toda vez que há alguma polêmica entre os pilotos na pista, os chefes da Red Bull de Verstappen, Christian Horner, e da Mercedes de Hamilton, Toto Wolff, trocam farpas por meio da imprensa.

Em Monza, Wolff comparou o lance com futebol. "Seria o que se chama de falta tática. E acho que, se a gente não lidar com isso da maneira correta, vai continuar. Tivemos um acidente em alta velocidade em Silverstone e tivemos um carro indo parar em cima da cabeça do Lewis aqui."

Wolff se refere aos dois momentos mais tensos do campeonato até aqui —e que despertaram os comentários mais ácidos dos chefes: no GP da Grã-Bretanha, Hamilton foi considerado predominantemente culpado por uma batida que acabou levando Verstappen ao hospital, por precaução. Na ocasião, o inglês continuou na pista, foi punido com a perda de 10s, e venceu a prova.

Já no último GP, foi a vez de Verstappen ser considerado predominantemente culpado, após um toque em baixa velocidade se tornar um acidente que poderia ter tido consequências bem piores, já que seu carro subiu na Mercedes, com um dos pneus chegando a tocar no capacete de Hamilton, que saiu apenas com dores no pescoço.

Sobre o lance de Monza, quando Wolff fala em falta tática, ele implica certa intenção de Verstappen, que tem cinco pontos de vantagem no campeonato e estava sendo ultrapassado por Hamilton. "Estava claro para Max que aquilo acabaria em batida."

A declaração não caiu bem com Horner. "Estou desapontado que Toto tenha dito isso. Acho que foi um incidente de corrida e ainda bem que ninguém se feriu. Mas tinha espaço —acho que Lewis deu espaço para ele na curva 1 e talvez tenha fechado muito na curva 2."

O tom do britânico, desta vez, foi bem mais brando do que em Silverstone, quando ele chamou a manobra de Hamilton de "desesperada" e disse que a pilotagem do inglês tinha sido "suja".

Na ocasião, foi Wolff quem entendeu que Horner passou do ponto, e, na corrida seguinte, a equipe Mercedes, também motivada pelo tom do pedido de revisão da pena de Hamilton feito pela Red Bull para tentar aumentar sua punição, divulgou um comunicado dizendo que a rival estava tentando "manchar a imagem" de seu piloto.

A respeito disso, Horner e Wolff também não concordaram. O austríaco disse que algumas partes do texto do pedido de revisão eram "um golpe baixo", sem especificar do que se tratava exatamente, ao que o inglês retrucou que se tratava de uma posição "um pouco antagonista" por parte dos rivais, garantindo que a Red Bull se comportaria da mesma forma com qualquer outro rival. "Não é nada pessoal com ninguém."

Isso, para ficar só nas declarações dos dois sobre Hamilton e Verstappen: Wolff e Horner também travaram uma guerra de palavras sobre Alex Albon, piloto Red Bull que foi contratado pela parceira da Mercedes, a Williams, para 2022.

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